Qualidade de vida dos cuidadores e desenvolvimento neuromotor de crianças com diagnóstico de paralisia cerebral em reabilitação
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Introdução: A Paralisia Cerebral (PC) é uma condição neurológica caracterizada por distúrbios permanentes do desenvolvimento, da postura e do movimento, com conseqüentes limitações das atividades diárias. As desordens motoras são frequentemente acompanhadas por distúrbios sensoriais, alterações cognitivas, de comunicação e de comportamento. O processo de estruturação familiar diante da PC depende de diversos fatores, dentre eles, a forma como os responsáveis lidam com o diagnóstico. Por outro lado, a atenção exigida dos familiares e cuidadores pelos portadores de PC pode interferir diretamente na qualidade das relações familiares e, em conseqüência, nos cuidados prestados ao paciente. Objetivo: Analisar a relação entre qualidade de vida (QV) dos cuidadores e o grau de comprometimento do desenvolvimento motor de crianças com PC que freqüentam um programa de reabilitação. Métodos: A amostra foi composta por 38 cuidadores e 38 crianças do Serviço de Fisiatria e Reabilitação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A QV dos cuidadores foi avaliada através do World Health Organization Quality of Life - WHOQOL – BREF. Também foram aplicadas escalas para a avaliação de depressão e ansiedade (Beck Anxiety Inventory - BAI, Beck Depression Inventory - BDI, Inventário de Ansiedade Traço-Estado - IDATE) e um questionário que mede a sobrecarga do cuidador (Zarit Caregiver Burden Interview - ZCBI). Já nas crianças foi aplicada a escala Gross Motor Function Classification System (GMFCS), com o intuito de avaliar o desenvolvimento motor. Resultados: Os resultados indicam uma associação significativa negativa entre os escores do BDI, BAI, IDATE (Estado) e ZCBI e os escores do WHOQOL-BREF, ou seja, quanto maior os níveis de ansiedade, depressão e sobrecarga, menor o escore de QV do cuidador. Em relação ao nível de desenvolvimento motor das crianças, não foi encontrada associação significativa com o escore de QV dos cuidadores, embora seja possível observar que os cuidadores de crianças em nível V de PC, que apresentam maior comprometimento motor, apresentaram escores mais elevados em todos os domínios da QV. A associação do GMFCS também não foi significativa com os escores de depressão e ansiedade do cuidador. Conclusão: Os resultados sugerem que não há relação entre QV e estado emocional dos cuidadores e nível de desenvolvimento motor de crianças portadoras de PC.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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