Desinfecção térmica de produtos para saúde e sua preservação em sistema de barreira

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Introdução: O controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e sua prevenção dependem de múltiplas ações, entre elas o processamento correto de Produtos Para Saúde (PPS). Objetivo Geral: Avaliar o tempo de preservação da desinfecção de PPS semicríticos utilizados na assistência respiratória submetida à desinfecção térmica com parâmetros físicos (tempo e temperatura) controlados, embalados em Sistema de Barreira (SB) e armazenados no Centro de Material e Esterilização (CME). Método: Estudo experimental para a validação da termodesinfecção de PPS semicríticos utilizados na assistência respiratória e sua preservação. O quantitativo das amostras foi de 272 fragmentos (3x4 cm de diâmetro) de PPS semicríticos de assistência ventilatória inicialmente processados e esterilizados em baixa temperatura por peróxido de hidrogênio. Após, as amostras foram enviadas ao laboratório de microbiologia e inoculadas com a solução de simulador de sujidade, Artificial Test Soil (ATS), Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853 e solução salina 0,9%, aguardando-se seis horas para secagem e após retornando ao CME para o processamento de desinfecção térmica a 93°C por 10 minutos. Após termodesinfecção, os PPS secos foram embalados em SB próprio para produtos desinfetados, realizado a termosselagem das embalagens e, posteriormente, armazenadas no CME em condições controladas de temperatura e umidade. Do total das amostras, 12 foram utilizadas para avaliação da carga bacteriana dos fragmentos contaminados artificialmente (controles positivos); 120 para leitura imediata; e 140 ao longo dos 70 dias. As amostras foram encaminhadas ao laboratório para análise, tendo sido realizadas culturas de 260 fragmentos de PPS no período de 10 semanas. A semeadura das amostras foi realizada em água peptonada em ágar PCA (Plate Count Agar). As placas foram incubadas a 35-36ºC, por 24 e 48 horas. Ao final de cada uma das 10 semanas subsequentes ao armazenamento foram realizadas 14 culturas. Resultados: Em diferentes momentos do experimento foram realizados em 41 amostras (15%) testes de limpeza, denominados ATP Complete®, obtendo-se resultados satisfatórios, atendendo aos critérios para aprovação da limpeza, que preconizam o valor entre 0-45 RLU. Nas amostras testadas, as medidas de RLU encontradas foram inferiores ao número máximo considerado aceitável: 35 apresentaram zero RLU; cinco tiveram valor um RLU; e uma com valor de três RLU. Nos testes laboratoriais realizados no Laboratório de Microbiologia para a recuperação e enumeração dos microrganismos de referência viável, realizando-se culturas quantitativas pelo método microbiológico de verificação de carga microbiana das amostras (bioburden), todas as amostras analisadas tiveram Ausência de Crescimento Bacteriano (ACB). Após o processo de desinfecção térmica e armazenamento por 70 dias não ocorreu nenhum crescimento bacteriano, indicando segurança no reuso dos produtos semicríticos processados nas condições controladas. Conclusão: Ao avaliar o tempo de preservação da desinfecção de PPS semicríticos utilizados na assistência respiratória, validou-se a desinfecção térmica com parâmetros físicos (tempo e temperatura) controlados, embalados em SB próprio e armazenados no CME, evidenciando que estes permaneceram seguros para sua utilização até 70 dias após o processamento. Este estudo quebrou o paradigma existente no qual os PPS desinfetados devem ser imediatamente usados.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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