Classificação por imunoistoquímica e comparação de fatores prognósticos no câncer de mama em pacientes jovens e idosas de um serviço de patologia do sul do Brasil
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Resumo
Introdução:
O câncer de mama é cada vez mais entendido como uma doença
heterogênea. Neoplasias de morfologia semelhante podem apresentar perfis
moleculares diferentes, não detectáveis pelo exame histopatológico
convencional. Apesar de terem somente até 7% de todos os casos de
carcinoma mamário, as pacientes jovens apresentam características e
prognostico distinto das pacientes na pós menopausa.
Objetivos:
O objetivo do presente trabalho é descrever as características do
carcinoma primário da mama nas pacientes jovens e idosas diagnosticadas no
Laboratório de Patologia do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia
de Porto Alegre no período de 1º de Março de 2013 a 1º de Março de 2016 e
estabelecer correlações entre estes diferentes grupos etários.
Material e Métodos:
Foram examinados todos os resultados anatomo-patológicos de
carcinomas primários de mama diagnosticados pelo Laboratório de Citologia e
Patologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre com seus respectivos
exames imunoistoquímicos no período de 1º de Março de 2013 a 1º de Março
de 2016. A classificação molecular e os fatores prognósticos: tamanho tumoral,
grau e tipo histológico e comprometimento axilar foram analisados e
comparados aplicando-se o teste do Qui-quadrado ou o teste exato de Fisher
para comparação entre as pacientes jovens e idosas. A razão de chances foi
utilizada para indicar a magnitude das diferenças existentes. Para as variáveis
numéricas, com distribuição não normal, foi utilizado teste U de Mann-Whitney
para comparação entre os grupos.
Resultados:
Foram selecionadas, no total, 286 pacientes, sendo 61 pacientes com
idade ≤ 35 anos e 225 com idade ≥ 65 anos. Observamos que as pacientes
jovens tiveram uma probabilidade 7,73 vezes maior de possuir o imunofenótipo
HER-2 que as idosas e respectivamente 6,76; 5,58 e 2,21 vezes maior de
possuírem os imunofenótipos Luminal-HER2; Basal e Luminal B. Também
constatamos que as pacientes jovens apresentaram uma chance 7,83 vezes
maior de apresentar carcinomas com grau histológico 3 em relação às idosas.
Identificamos ainda, que as pacientes jovens exibiram um tamanho tumoral
maior, e uma porcentagem maior de acometimento axilar, porém estas duas
últimas variáveis não foram estatisticamente significativas.
Conclusões:
Nossos resultados, de um modo geral, mostraram que os carcinomas
mamários nas pacientes jovens apresentam características histológicas,
classificação molecular e prognóstico mais agressivos do que as pacientes
idosas corroborando com dados de outros estudos já publicados na literatura.
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