Estruturação de Programas de Treinamento Multicomponente para a Capacidade Funcional de Idosos Frágeis: Revisão Sistemática

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Introdução: O treinamento multicomponente é a modalidade terapêutica mais indicada para idosos frágeis, capaz de reverter o grau de fragilidade embora não exista uma diretriz orientando a melhor forma de estruturar um programa de exercícios multicomponente (PEMC). Objetivos: Revisar de forma sistemática os efeitos de PEMC sobre a capacidade funcional (CF) em idosos frágeis e comparar a estruturação dos protocolos de treinamento. Métodos: Revisão sistemática (PROSPERO CRD42020162781) entre novembro e dezembro de 2019. As buscas ocorreram nas bases de dados Cochrane (CENTRAL), PubMed (MEDLINE), BVS (LILACS), PEDro, ScienceDirect, Scopus, SPORTDiscus (EBSCO) e Web of Science. Os critérios de inclusão foram ensaio clínico randomizado, idosos com definição de fragilidade, submetidos a treinamento multicomponente com no mínimo 3 componentes, com desfecho, primário ou secundário, na CF. Dois revisores independentes realizaram as buscas e extraíram os dados, contatando os autores quando necessário. Resultados: A estratégia de busca identificou 2652 artigos, excluindo 714 duplicatas e 1912 na leitura de título e resumo, por não preencherem os critérios de elegibilidade. Para a leitura completa restaram 26 artigos, e 21 foram excluídos, restando 5 artigos para estudo e análise dos protocolos. Os resultados heterogêneos impossibilitaram a metanálise, inclusive a avaliação por subgrupos. Os protocolos dos estudos analisados estão direcionados principalmente para melhora da capacidade física, contemplando o treinamento de função com uma intervenção pobre e limitada a poucos exercícios. Conclusão: Os protocolos de treinamento das intervenções baseadas em exercício estão bastante focados nos aspectos físicos da CF deixando os aspectos cognitivo, emocional e social de lado. O ganho de funcionalidade para atividades básicas, instrumentais e avançadas, ABVD, AIVD e AAVD, respectivamente, através do treinamento funcional para atividades diárias precisa ser melhorado nos próximos estudos para que idosos frágeis possam ter maiores níveis de autonomia, independência e interação social.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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