As percepções de mulheres universitárias acerca da vivência de um relacionamento emocionalmente abusivo

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Wagner Wessfll

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O objetivo deste estudo foi compreender as percepções de mulheres universitárias acerca da vivência pregressa de um relacionamento emocionalmente abusivo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo exploratório-descritivo. Participaram deste estudo 12 mulheres com idades entre 18 e 25 anos estudantes de graduação e pós-graduação com o entendimento da vivência pregressa de um relacionamento emocionalmente abusivo já finalizado. Foram consideradas as mulheres que identificaram a si próprias como tendo sido abusadas emocionalmente por um ex-parceiro, em relações heterossexuais e com tempo mínimo de três meses de relacionamento. Foram aplicados ficha de dados sociodemográficos e entrevista individual semiestruturada como instrumentos de coleta de dados elaborados pelas pesquisadoras. Utilizou-se o método da Análise Temática para a compreensão dos dados. Para o artigo que compõe essa dissertação, optou-se pela discussão das temáticas “Não tinha vida dentro de mim” e “Eu tenho medo de passar por isso de novo”, utilizando-se das falas das próprias participantes que explicam e abarcam o sentido da temática encontrada. O primeiro tema conta com subtemas. Os resultados referem-se à sensação descrita pelas participantes de perda do senso de identidade e o posterior medo da repetição da experiência. Nesse sentido, o abuso emocional nas relações íntimas de mulheres universitárias é percebido como uma experiência danosa e persistente na vida das vítimas. O caráter invisível do abuso emocional permite com que as suas manifestações encontrem espaço no contorno das relações amorosas e nas crenças sociais sobre o significado de um relacionamento íntimo. O fato de serem jovens e com nível de escolaridade mais elevado não impediu a vivência do relacionamento emocionalmente abusivo, que durante a relação desenvolvessem senso critico sobre os comportamentos dos ex-parceiros ou que sofressem menos com os seus impactos. Compreende-se que falar sobre o abuso emocional é uma forma de tentar romper com a naturalização de suas práticas. Propõe-se que pesquisas futuras explorem esse fenômeno também em relações homoafetivas e que investiguem formas de prevenção ao abuso emocional, principalmente com jovens e adolescentes.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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