Triagem auditiva neonatal: estudo sobre neonatos atendidos em hospital público de Porto Alegre
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A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) é fundamental para a detecção precoce de uma perda auditiva. Tal perda tem consequências educacionais, sociais e profissionais, devido à grande importância que exerce na comunicação humana e no desenvolvimento correto de outros domínios, como por exemplo, a linguagem oral. É indicado pelas Diretrizes de Atenção da TAN, do Ministério da Saúde do Brasil, que o teste seja realizado entre 24 e 48 horas de vida. Entretanto, em alguns casos, a triagem é realizada em tempo de vida distinto a esse intervalo (antes das 24 horas ou após as 48 horas), devido a aspectos como tempo de internação do bebê e a presença de intercorrências clínicas que podem impossibilitar a sua realização. O desenvolvimento saudável do neonato, o que inclui a capacidade auditiva, depende não apenas de aspectos inatos/herdados, mas também da conduta da mãe durante a gestação, tanto no que diz respeito à exposição a substâncias nocivas como também a questões do contexto social em que está inserida. O presente estudo objetivou analisar e comparar resultados da TAN em bebês sem indicadores de risco para perda auditiva em diferentes tempos de vida (12, 24 e 36 horas), além de caracterizar a amostra em relação a indicadores sociodemográficos e verificar possíveis associações entre estes dados e os resultados da TAN. Trata-se de um estudo longitudinal prospectivo, realizado em um hospital público municipal de Porto Alegre, no qual foram avaliados 113 neonatos. Os bebês foram submetidos à TAN por meio do teste de Emissões Otoacústicas (EOA) em 03 momentos: 12 horas, 24 horas e 36 horas de vida. Concomitante a isso, foram investigados dados de história pregressa materna, condutas maternas durante a gestação e organização familiar, por meio do Questionário Sociodemográfico e do Formulário sobre Resultados da TAN. Os resultados apontam associação significativa entre o tempo de vida e os resultados da TAN; quanto maior o tempo de vida do bebê na avaliação, maiores os índices de “passa” na triagem. Além disso, as associações entre desemprego materno, número de filhos e encaminhamento para reteste foram significativas. Esses achados sugerem um questionamento acerca do tempo de internação hospitalar no pós-parto, visando melhores resultados já no primeiro teste do bebê. Em relação à associação significativa encontrada entre desemprego materno, número de filhos e o
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encaminhamento do bebê para reteste, pensa-se que esta demonstra a importância dainvestigação de aspectos psicossociais e sociodemográficos em novos estudos nesta área.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de PósGraduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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