Marcadores de alimentação saudável e não saudável da população brasileira nas diferentes regiões do país
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Introdução: O Brasil é um país de dimensões continentais que abrange múltiplos biomas, climas e relevos impactando diretamente na produção agrícola, na disponibilidade de alimentos e nas condições socioeconômicas regionais. Essa diversidade contribui para a coexistência de práticas alimentares plurais, mas também para a ampliação de desigualdades que afetam de forma desigual a população. O comportamento alimentar é um processo complexo, que vai além das preferências individuais, resultando da interação de múltiplas influências. Objetivo: Identificar a relação entre o perfil sociodemográfico e os marcadores de alimentação saudável e não saudável da população brasileira adulta de acordo com as regiões do Brasil. Métodos: Estudo transversal, com análise dos dados da população adulta (18 anos ou mais) da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019. A amostra foi caracterizada segundo variáveis sociodemográficas, de estilo de vida e de saúde. Para análise do consumo alimentar foram incluídos todos os alimentos cuja frequência foi investigada no módulo P – estilo de vida – da PNS e foram descritos conforme a frequência de consumo segundo a região do país. Estimou-se a razão de prevalência bruta e ajustada pelas variáveis sociodemográficas selecionadas, para o consumo frequente (5 ou mais vezes na semana) para os marcadores de alimentação saudável (feijão, verduras/legumes e frutas) e não saudável (refrigerantes, sucos artificiais e doces) por meio de regressão de Poisson. Foi adotado um nível de significância de 5%. Resultados: Foram incluídos 78.993 adultos. Alimentos marcadores de alimentação saudável foram consumidos com maior frequência pela população do que aqueles marcadores de alimentação não saudável em todas as regiões. Após ajuste para as variáveis sociodemográficas, as regiões Norte e Nordeste foram as que se diferenciaram mais do restante do país: utilizando como referência a região Sul, a região Nordeste apresentou menor prevalência de consumo frequente de verduras/legumes (RP=0,71; IC95% 0,69- 0,72), enquanto a região Norte apresentou menores prevalências de consumo frequente de feijão (RP=0,93; IC95% 0,91-0,96) e frutas (RP=0,78; IC95% 0,76- 0,80). De forma similar no consumo dos marcadores de alimentação não saudável, utilizando como referência a região Sul, a região Norte apresentou menor prevalência de consumo frequente de doces (RP=0,51; IC95% 0,48-0,55), enquanto a região Nordeste apresentou menor frequência de consumo frequente de refrigerantes (RP=0,54; IC95% 0,49-0,59) e sucos artificiais (RP=0,30; IC95% 0,28-0,32). Conclusão: O consumo alimentar da população adulta brasileira é heterogêneo entre as macrorregiões do país, havendo diferença no consumo alimentar entre elas por si só, no entanto, as variáveis sociodemográficas acentuam ainda mais esta heterogeneidade.
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Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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