Aleitamento materno: Relação entre avaliação clínica e auscultação cervical em prematuros

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Introdução: o aleitamento materno é a forma mais natural e segura de alimentar um recém-nascido (RN) prematuro. Essa recomendação tem sido defendida com base nas propriedades imunológicas, no papel na maturação gastrointestinal, no vínculo mãe-bebê e para melhorar o desempenho neurocomportamental do RN. A observação do aleitamento materno tem sido vista como forma de identificar não só as dificuldades maternas, mas também as dificuldades do bebê em sugar e/ou coordenar sucção, respiração e deglutição, e manter-se estável durante a oferta. A auscultação cervical é um método não invasivo, que consiste em ouvir os sons durante a avaliação clínica da fase faríngea da deglutição e sua interação com a respiração e apneia, através de um instrumento de amplificação, sendo o estetoscópio o mais utilizado. Objetivo: associar os dados encontrados na avaliação clínica do aleitamento materno de prematuros, com os sons captados pela auscultação cervical durante esse momento. Método: estudo observacional e transversal. Após a concordância materna em participar do estudo, foram coletadas informações do RN através do prontuário eletrônico, após, avaliou-se o momento do aleitamento materno com o preenchimento do protocolo de observação e avaliação clínica do aleitamento materno idealizado pela World Health Organization, juntamente com o Fundo das Nações Unidas para Infância e, concomitantemente, realizou-se auscultação cervical através de um estetoscópio eletrônico. Os sons foram transferidos através do sistema Bluetooth para uma unidade de computador e analisados através do software DeglutiSom®, gerando dados quantitativos (intensidade, pico de frequência, tempo de deglutição e número de deglutições) e visuais. Os dados coletados foram analisados no programa SPSS versão 21.0. As variáveis quantitativas foram descritas por média e desvio padrão ou mediana e amplitude interquartílica, dependendo da distribuição dos dados. As variáveis categóricas foram descritas por frequências absolutas e relativas. Para avaliar a associação entre as variáveis contínuas e ordinais, os testes da correlação linear de Pearson ou Spearman foram aplicados, respectivamente. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram incluídos 27 prematuros, 55,6% do sexo masculino. A idade gestacional média de 33,3 ± 2,2, a idade gestacional corrigida média de 36,6 ± 1,7. Em relação aos dias de vida os RN apresentaram mediana de 17 (11 – 35). As médias e desvios padrão encontradas para os parâmetros da auscultação cervical foram: pico de frequência 578,7 Hz ± 115,2; intensidade 39,3 dB ± 14,1, números de deglutições de 4,0 ± 1,2 e tempo de deglutição 1,5 segundos ± 0,8. Encontrou-se associação entre um maior tempo de idade gestacional e o tempo de deglutição (r=-0,388; p=0,046), e diminuição da intensidade quanto mais dias o aleitamento materno havia sido iniciado (rs=- 0,404; p=0,037). Não houve associação significativa entre a avaliação clínica do aleitamento materno e os parâmetros acústicos da auscultação cervical durante esse momento (p>0,05). Conclusão: Embora não tenham sido encontradas associações entre os parâmetros da auscultação cervical e a avaliação clínica do aleitamento materno, tem-se que a intensidade dos ruídos da deglutição diminui frente ao maior tempo de liberação do aleitamento e, quanto maior for a idade gestacional menor será o tempo de deglutição.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

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