Efeitos agudos do uso do laser de baixa potência na função muscular em pacientes com insuficiência cardíaca

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A insuficiência cardíaca (IC) está associada com sintomas de intolerância ao exercício, dispneia e fadiga muscular; isto pode levar a um impacto negativo na qualidade de vida desses pacientes. Assim, novas abordagens são necessárias para minimizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de pacientes com IC. O laser de baixa potência (LBP) tem se mostrado como uma terapia adjuvante promissora para diminuir os sintomas musculares periféricos. Objetivou-se estudar o efeito do LBP na função muscular e na oxigenação tecidual dos membros inferiores de indivíduos com IC. Realizou-se um estudo clínico aleatorizado, duplo-cego, incluindo 14 indivíduos com IC, com quadro estável, classe II ou III segundo a New York Heart Association (NYHA). A função muscular e oxigenação tecidual, do membro inferior dominante foram avaliadas pré e pós-intervenção aguda com LBP, em 3 sessões: familiarização, LBP, placebo. As últimas duas sessões foram randomizadas. O LBP (5 diodos, comprimento de onda de 850 nm; Potência de saída = 200 mW; tamanho do ponto de 0,06; 5 J por diodo) foi aplicado em seis regiões do músculo quadríceps. A função muscular e fadiga foram avaliadas com um dinamômetro isocinético e, concomitante aos testes isocinéticos, foi verificada a oxigenação tecidual com o uso de espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Foi analisada a concentração de oxiemoglobina (O2Hb), deoxiemoglobina (HHb) e hemoglobina total (THb); torque muscular, fadiga e percepção de esforço, durante os testes isocinéticos. O protocolo de fadiga consistiu de contrações isocinéticas concêntricas e excêntricas (cc/ce) até a exaustão ou até atingir 50 cc/ce. Três repetições de pico de torque (PT) foram realizadas antes e após o protocolo de fadiga. A normalidade dos dados foi analisada pelo teste de Shapiro Wilk. Os grupos foram comparados pelo teste ANOVA one-way e post-hoc LSD ou pelos testes de Mann-Whitney e Wilcoxon (p <0,05). Não foram encontradas diferenças entre os grupos em relação à fadiga muscular e à percepção de esforço. O grupo LBP apresentou aumento na O2Hb durante o pico de torque final (PTf) (3,81 ± 1,48 μM; p < 0,003). Durante o teste de fadiga muscular, ambos os grupos aumentaram os valores de THb (p < 0,05) e apenas o grupo LBP aumentou a HHb (p = 0,01). O LBP não foi capaz de produzir efeito agudo sobre a fadiga muscular periférica em indivíduos com IC, mesmo com indicativo de melhora do fluxo sanguíneo nos membros inferiores.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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