Risco cardiovascular em pessoas vivendo com HIV/AIDS: avaliação do padrão alimentar, da capacidade funcional e efeitos do treinamento físico

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O risco e a prevalência das doenças cardiovasculares apresentam-se elevados em pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) – PVHA. Esta tese teve com objetivo contribuir para o melhor entendimento sobre este tema e para isso foram desenvolvidos três trabalhos: um ensaio clínico que investigou o efeito do treinamento físico em marcadores de estresse oxidativo em PVHA; e dois estudos transversais, um que o avaliou capacidade funcional e a eficiência ventilatória por meio do teste de exercício cardiopulmonar (TECP) e outro que avaliou o padrão de consumo alimentar relacionado aos fatores de risco cardiovascular em PVHA. No estudo 1, denominado de “Exercise training decreases oxidative stress in people living with HIV/AIDS – A pilot study” foram avaliados os efeitos do treinamento físico (treinamento aeróbio (n=3), de força (n=3) e combinado (n=2)) em marcadores de estresse oxidativo e na capacidade funcional e força muscular em 8 PVHA (5 mulheres). Os resultados deste estudo piloto indicam que o treinamento físico (24 sessões em oito semanas de protocolo) reduz o estresse oxidativo, verificado pela diminuição nos níveis da razão glutationa oxidada, glutationa reduzida e espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico. Além disso, o estudo reforça a eficácia do treinamento aeróbio para a melhora da capacidade aeróbia e do treinamento de força no componente neuromuscular. Os resultados combinados reforçam a inclusão do treinamento físico como estratégia coadjuvante ao tratamento medicamentoso para a redução do risco cardiovascular em PVHA. O estudo 2, intitulado de “Functional capacity and ventilatory efficiency are preserved in well-controlled people living with HIV/AIDS” foi desenvolvido para avaliar a capacidade funcional e a eficiência ventilatória em PVHA. Neste estudo, variáveis obtidas TECP como o pico do consumo de oxigênio, frequência cardíaca máxima, pulso de oxigênio, limiares ventilatórios, eficiência ventilatória do consumo de oxigênio, eficiência ventilatória para a produção de dióxido de carbono, recuperação da frequência cardíaca e do consumo de oxigênio de 9 PVHA com a doença bem controlada foram avaliadas e comparadas com as obtidas em um grupo de indivíduos não portadores do HIV (também 9 participantes). Na comparação entre os grupos não foram verificadas diferenças nas variáveis avaliadas sugerindo que com a doença bem controlada há preservação da capacidade funcional e da eficiência ventilatória. Adicionalmente, os resultados obtidos indicam que o TECP pode ser uma ferramenta útil para a avaliação da capacidade funcional, assim como para a obtenção de variáveis utilizadas na prescrição de exercícios aeróbios na população em estudo. O estudo 3, denominado “Consumo alimentar inadequado e risco cardiovascular em pessoas vivendo com HIV/AIDS” foi elaborado para obter informações sobre o consumo alimentar e fatores de risco cardiovascular em PVHA. A amostra, composta por 45 PVHA (27 mulheres), teve o consumo alimentar avaliado através de questionário de frequência alimentar anual, dividido em alimentos protetores e não protetores para doença cardiovascular. Também foram verificados os fatores de risco para doença cardiovascular (perfil bioquímico e antropométrico). Os resultados mostraram que o consumo de alimentos não protetores para o risco de doença cardiovascular é maior do que o consumo de alimentos protetores. Além disso, constatou-se elevada prevalência de síndrome metabólica e dislipidemia tanto nos homens quanto nas mulheres, sendo que as últimas também apresentam maior prevalência de obesidade central quando comparadas aos homens. Diante disso, reforça-se a necessidade de orientação nutricional especialmente direcionada para o risco cardiovascular nessa população. Combinados, os resultados dos três estudos indicam que o padrão de consumo alimentar é inadequado e que com a doença controlada a capacidade funcional e a eficiência ventilatória estão preservadas nas PVHA. Complementarmente, o treinamento físico emerge como uma estratégia adicional ao tratamento medicamentoso para reduzir o estresse oxidativo e melhorar a capacidade funcional nessa população.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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