Relação dose-resposta do treinamento resistido de membros inferiores para o tratamento de mulheres com dor patelofemoral: uma revisão sistemática e meta-regressão
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A dor patelofemoral (DPF) é uma condição clínica muito prevalente, especialmente em
mulheres entre 18-40 anos. É caracterizada por dor na região da patela, principalmente
durante atividades diárias como caminhar, agachar, subir e descer degraus, ajoelhar-se.
O treinamento de resistência de membros inferiores é uma das principais ferramentas no
tratamento da DPF, no entanto, o volume de treinamento (ou seja, a quantidade de
exercício) ideal e/ou necessário para que se atinjam os benefícios clínicos permanece
sem resposta na literatura. Objetivo: Examinar o efeito dose-resposta do volume de
treinamento resistido de membros inferiores em mulheres com DPF. Métodos: Revisão
sistemática com meta-regressão. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que
utilizaram programas de treinamento resistido para membro inferiores em mulheres com
diagnóstico de DPF. Os bancos de dados PEDro, PubMed, SPORTDiscus e Web of
Science foram pesquisados desde o início até abril de 2022. Uma meta-análise avaliou
o efeito do treinamento de resistência na dor (escala visual analógica ou escala numérica
de dor) e função autorreferida (Anterior Knee Escala de Dor). As análises de meta-
regressão univariável avaliaram a associação do efeito da diferença média após o
treinamento de resistência com a idade dos pacientes, dor e função basal e nove
variáveis relacionadas ao volume do treinamento de resistência. Resultados: Doze
estudos (423 pacientes) foram incluídos. As intervenções resultaram em uma redução
de 3,4 pontos (IC 95%: -3,9 a -2,8) na dor e um aumento de 12,5 pontos (IC 95%: 9,5 a
15,6) na função. Conclusão: O treinamento resistido de membros inferiores resulta em
melhorias significativas na dor e na função autorreferida em mulheres com DPF.
Programas com 2-3 sessões semanais foram associados a maiores reduções na dor.
Programas com maior número de séries foram associados a maiores melhorias na
função, com as melhores respostas com 17 a 27 séries por sessão três vezes por
semana.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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