Efeitos da suplementação com ácido graxo ômega-3 sobre o estresse oxidativo e o processo inflamatório em indivíduos submetidos à intervenção fisioterápica pós-reconstrução do ligamento cruzado anterior: ensaio clínico randomizado

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Introdução: As lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) são responsáveis por instabilidade articular do joelho, alteração em sua funcionalidade e limitação nas atividades de vida diárias, bem como, na qualidade de vida do indivíduo. No quadro de lesão do LCA, ocorre a ativação de um processo inflamatório e formação de radicais livres de oxigênio que, quando em excesso, podem desencadear dano oxidativo a articulação do joelho e às demais estruturas próximas à articulação. Objetivos: Avaliar os efeitos da suplementação oral com ômega-3 sobre marcadores de estresse oxidativo em indivíduos submetidos à reconstrução do LCA. Metodologia: Este estudo é ensaio clínico prospectivo, randomizado, controlado e uni cego, com amostra de 25 indivíduos submetidos à reconstrução do LCA, separados aleatoriamente em: Grupo ômega-3 (GO), suplementado diariamente com 2g de ômega-3 durante 15 dias, pós-reconstrução do LCA; e Grupo controle (GC), não suplementado. Foi realizada coleta de sangue e de líquido sinovial imediatamente antes do procedimento cirúrgico e 15 dias pós-reconstrução do LCA. As análises bioquímicas avaliaram os níveis de produtos de lipoperoxidação (MDA); atividade da catalase; grupos sulfidrílicos totais e polifenóis e proteína C-Reativa (PCR). Os dados foram expressos em mediana (p25;p75), média (desvio padrão) e frequência absoluta e relativa. Na análise inferencial intragrupos foi utilizado o teste U de Wilcoxon e na inter-grupos o teste U de Mann-Whitney, por meio do programa SPSS for Windows (versão 18.0). As diferenças foram consideradas significativas quando p≤0,05. Resultados: Observou-se diminuição significativa nos níveis de MDA no GO em comparação ao grupo GC (p<0,05), e da mesma forma, que a atividade da enzima antioxidante catalase foi significativamente menor no GO quando comparado ao GC (p<0,001). Também foram observados níveis significativamente elevados de grupos -SH totais no plasma dos indivíduos suplementados quando comparados aos do GC (p<0,001). Além disso, foram observados níveis significativamente maiores de polifenóis (p<0,05) tanto no plasma quanto no líquido sinovial dos indivíduos que receberam ômega-3 no período póscirúrgico comparado ao pré-cirúrgico. Entretanto, não foi observado um efeito protetor da administração do ômega-3 sobre a função antiinflamatória ao analisarmos os níveis plasmáticos e sinoviais da PCR. Conclusão: Baseado nos resultados deste estudo, verificamos um efeito favorável da suplementação dietética com ômega-3 na modulação dos marcadores de estresse oxidativo em indivíduos submetidos à reconstrução do LCA. Prevenindo assim, os danos causados pelos radicais livres nas demais estruturas próximas à articulação.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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