Análise funcional e histomorfométrica da bexiga em pacientes com sintomas do trato urinário inferior

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Introdução e objetivos: Os sintomas do trato urinário inferior (LUTS) em homens com doenças prostáticas podem estar relacionados a alterações na função vesical pela obstrução crônica. Contudo, não se sabe exatamente quais são os fatores associados à deterioração da função contrátil da bexiga neste grupo de pacientes. O presente estudo visa avaliar o estresse oxidativo e a deposição de colágeno na bexiga de homens com sintomas urinários. Métodos: Estudo prospectivo. No período compreendido entre Julho de 2014 e Agosto de 2016, homens com idades superiores ou iguais a 50 anos, volumes prostáticos superiores ou iguais a 40 cm3, com LUTS e em pré-operatório de prostatectomia suprapúbica por aumento benigno da próstata e sintomas do trato urinário inferior (prostatectomia Millin) ou neoplasia de próstata (prostatectomia radical) foram candidatos a inclusão no estudo. Os pacientes foram avaliados através da aplicação de questionários validados (IPSS, OAB-V8, IIEF-5), ecografia do trato urinário inferior e estudo urodinâmico completo. Biópsias da parede vesical foram obtidas para determinação do estresse oxidativo e deposição de colágeno (histomorfometria). O dados foram analisados com o software estatístico SPSS® versão 22.0 para Windows (SPSS, Chicago, IL, USA), sendo considerados resultados estatisticamente significativos aqueles com erro alfa menor do que 5% (p<0,05). Resultados: Trinta e oito pacientes foram incluídos no presente estudo. A idade média foi de 66,36±6,44 anos. Segundo o escore do IPSS, 14 pacientes (37%) tiveram sintomas leves, 18 (47%) sintomas moderados e 6 (16%) sintomas graves. Verificou-se que pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) apresentaram maior conteúdo de colágeno nas biópsias de parede vesical em comparação aos nãodiabéticos (17,71±6,82 vs. 12,46±5,2%, respectivamente; p=0,024). Aumento do estresse oxidativo na parede vesical, determinado pelo aumento da concentração do malondialdeído (MDA) ou redução das enzimas antioxidantes catalase e superóxido dismutase (SOD), apresentou associação estatisticamente significativa com fatores clínicos (gravidade dos LUTS, obesidade), ecográficos (espessura da parede vesical ≥ 3 mm, volume prostático ≥ 80 cm3) e urodinâmicos (redução da sensibilidade vesical, obstrução infravesical severa - graus V e VI de Schäfer, resíduo pós-miccional ≥50 ml) (p<0,05). Conclusões: O diagnóstico de DM2 se associou com maior conteúdo de colágeno na parede vesical de homens com LUTS. O aumento do estresse oxidativo na bexiga esteve associado à gravidade tanto dos sintomas urinários quanto da obstrução infravesical. A protrusão intravesical do lobo mediano prostático (IPP ≥9 mm) foi fator preditivo de obstrução infravesical.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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