Relação entre o tempo de desmame ventilatório e a morbimortalidade pós-alta da UTI: coorte prospectiva

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Objetivo: Avaliar se o tempo de desmame da ventilação mecânica (VM) influencia na morbidade e na mortalidade dos pacientes críticos após a alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Pacientes e métodos: Coorte prospectiva multicêntrica que incluiu pacientes dependentes de VM ≥ 24h que tiveram alta da UTI. Foram coletados dados imediatamente após a alta da UTI: força muscular avaliada pelo MRC (Medical Research Council), avaliação da funcionalidade através do índice de Barthel, sintomas de ansiedade e depressão pela HADS (Hospital Anxiety and Depression scale), e função cognitiva através do Mini-exame do Estado Mental (MEEM) e 3 meses após a alta da UTI (índice de Barthel, necessidade de adaptações no domicílio, taxa de reinternação hospitalar, necessidade de cuidador, necessidade de retorno à emergência e probabilidade de retorno ao trabalho). As análises foram realizadas comparando pacientes com desmame fácil/difícil com pacientes com desmame prolongado. Resultados: Foram acompanhados 191 pacientes, 140 com desmame simples/difícil e 51 com desmame prolongado. Os pacientes com desmame prolongado morreram mais frequentemente (31,4% vs. 21,4%; p=0,01) do que os com desmame simples/difícil. Eles também tinham pior funcionalidade (Barthel ≤ 75) na alta imediata da UTI (33,3% vs. 17,9%; p=0,01) e no seguimento de 3 meses (46,9% vs. 23,1%; p=0,001) e necessitavam de cuidador mais frequentemente no 3º mês (74,4% vs. 46,1%; p=0,04). Fraqueza muscular (MRC<48) na alta da UTI foi mais evidente nos pacientes com desmame prolongado (82,6% vs. 36,8%; p=0,0001). Houve perda do Barthel maior nos com desmame prolongado. Não houve influência do tempo de desmame da VM nos sintomas de ansiedade, depressão ou déficit cognitivo. Conclusão: Os pacientes com desmame mais prolongado da VM tiveram maior fraqueza muscular, maior grau de dependência no terceiro mês, porém não tiveram maior mortalidade. Problemas cognitivos ou psicológicos não são afetados pelo mesmo.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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