Efeitos do extrato da folha de oliveira sobre fatores de risco cardiometabólicos: uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados e metanálise

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Introdução – Estudos recentes sugerem que o extrato das folhas de oliveira contém maior quantidade de compostos fenólicos comparado ao azeite de oliva, e estão supostamente relacionados a potentes atividades biológicas e efeitos benéficos na saúde, como anti-inflamatório, antioxidante, anti-hipertensivo, hipoglicemiante, entre outros. O objetivo desta revisão é avaliar o efeito do extrato da folha de oliveira (EFO) sobre fatores de risco cardiometabólicos em adultos. Métodos – De acordo com as diretrizes PRISMA e sob o registro CRD42020200877, os bancos de dados PubMed, EMBASE e Web of Science foram sistematicamente pesquisados em busca de estudos relevantes, publicados até agosto de 2020. A estratégia de busca foi baseada em descritores associados a intervenção. Os desfechos primários avaliados foram alterações no metabolismo da glicose, na pressão arterial e no perfil lipídico; os secundários foram: mudanças em marcadores inflamatórios, na função hepática e renal, IMC e composição corporal. A seleção das referências foi realizada por dois revisores independentes, sendo as discordâncias examinadas por um terceiro revisor. O risco de viés dos estudos foi avaliado (RoB2) considerando o processo de randomização, cegamento, desfechos, características demográficas e outros. A síntese quantitativa foi apresentada em diferença de médias, com IC=95% e resultados com p≤0,05 considerados significativos. Resultados – Foram selecionados doze ensaios clínicos randomizados (ECRs) que preencheram os critérios de inclusão da pesquisa, somando uma população total de 703 pessoas, com médias de idade = 38,5 anos, e IMC = 24,5kg/m², sendo 5 ensaios realizados com indivíduos saudáveis e 7 com participantes com alguma condição clínica. Quanto à intervenção, os estudos utilizaram o EFO em cápsula e/ou líquido como tratamento, enquanto o grupo comparativo recebeu placebo (apenas 1 ensaio utilizou medicação como controle), com períodos de seguimento que variaram de 2 dias a 12 meses. Entre os desfechos avaliados, foi encontrada relação positiva para o grupo intervenção (EFO) para metabolismo da glicose (4 ECRs), pressão arterial (2 ECRs), perfil lipídico (2 ECRs) e marcadores inflamatórios (2 ECRs). Quanto à metanálise apenas a glicemia de jejum, avaliada nos estudos que utilizaram baixa dose do EFO, apresentou resultado significativo, com p<0,001 (WMD 0.10mmol/L; IC 95% [0.08 a 0,12]), favorecendo o grupo controle. Conclusão – O extrato da folha de oliveira parece ter efeitos positivos sobre fatores de risco cardiometabólicos, mas são necessários mais ensaios clínicos em humanos, com metodologias similares para que a comparação entre os dados apresente resultados mais confiáveis.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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