Escala de sintomas vocais pré e pós terapia fonoaudiológica em pacientes disfônicos

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No âmbito da clínica fonoaudiológica, a auto-percepção tem alta relevância e complementam as avaliações objetivas, uma vez que estas não possuem necessariamente uma relação direta com o quanto o sujeito é afetado pelos sintomas que apresenta, portanto, apenas o paciente pode fornecer informações a respeito da experiência com seu problema vocal. Entre os protocolos de autopercepção, destaca-se a Escala de Sintomas Vocais (ESV), tradução da escala Voice Symptom Scale, que é um importante instrumento de avaliação dos sintomas vocais e gera evidências clínicas na terapia de pacientes com disfonia. Já para a avaliação objetiva, que se baseia na avaliação do terapeuta em relação a emissão vocal do indivíduo, ressalta-se a escala GRBASI, um instrumento de análise perceptivo-auditiva conhecido e utilizado internacionalmente. O presente estudo visou identificar os sintomas vocais por meio da ESV, em conjunto com a avaliação perceptivo-auditiva GRBASI para investigar as mudanças nos parâmetros vocais pós-intervenção terapêutica. Este estudo foi um ensaio clínico não controlado com amostra de conveniência, realizado no setor de Otorrinolaringologia do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Participaram do estudo, 22 adultos voluntários com diagnóstico otorrinolaringológico prévio. Destes, 7 (31,8%) eram homens e 15 (68,2%) mulheres. Nas avaliações e reavaliações, foram utilizados os protocolos Escala de Sintomas Vocais e GRBASI. A abordagem na terapia vocal teve enfoque na promoção de uma melhora global da emissão, propiciando uma qualidade vocal mais harmônica, com redução do grau de alteração vocal por meio da coordenação das forças aerodinâmicas e mioelásticas da laringe. Como resultado foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no grau geral (p=0,002) e nas subescalas emocional (p=0,002) e limitação (p=0,006), já na análise de cada questão da ESV individualmente houve diferença significativa em 9 questões, sendo 7 da subescala limitação, 2 da subescala emocional e nenhuma da subescala física. Em relação a escala GRBASI, houve diferença nos parâmetros de rugosidade, soprosidade e instabilidade.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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