Efeito da farinha de mandioca sobre o perfil lipídico e redox de ratos (rattus norvegicus) wistar dislipidêmicos

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Data
2019
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Resumo
As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em países desenvolvidos e em desenvolvimento e um dos principais fatores de risco para essas doenças é o colesterol total elevado. Sugere-se que o aumento da produção de espécies reativas está associado à ingestão de gorduras, um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de aterosclerose, e consequentemente, doenças cardiovasculares. Sabe-se que alguns alimentos podem reduzir o colesterol plasmático, como a aveia. Um alimento similar à aveia quando comparamos o teor de fibras é a farinha de mandioca, que além de ter menor custo do que a primeira, não contém glúten. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da farinha de mandioca sobre o perfil lipídico e redox em ratos dislipidêmicos. Trinta ratos Wistar (oito semanas de idade) foram alocados em 3 grupos: controle, dieta rica em colesterol (HC) - contendo 40% de gordura + 1% de colesterol + 1% de ácido cólico, dieta rica em colesterol + 50g/kg de farinha de mandioca (CF) e foram tratados por 8 semanas. A massa corporal e consumo alimentar dos animais foram avaliados semanalmente. Após a eutanásia, foram realizadas análises do perfil bioquímico e de estresse oxidativo, além da análise histológica do fígado. O peso e o consumo dos animais (em calorias) foram estatisticamente maiores nos grupos HC e CF do que no grupo controle. Os parâmetros de perfil lipídico não apresentaram diferenças entre os grupos HC e CF. A ureia apresentou-se diminuída nos grupos HC e CF, enquanto a creatinina não teve diferença entre os três grupos estudados. O AST apresentou-se aumentado nos dois grupos tratados, enquanto o ALT apresentou-se aumentado somente no grupo CF, sendo semelhante entre os grupos HC e controle. Nas análises de TBARS e SOD os resultados apresentaram-se aumentados para o grupo HC quando comparados ao controle e CF. Na determinação da atividade da CAT, o grupo HC apresentou diminuição com relação ao grupo controle, e o grupo CF mostrou-se ainda menor quando comparado aos dois grupos. Os achados histológicos em fígado sugerem que a farinha de mandioca parece retardar a progressão da NASH (Esteatose Hepática Não Alcoólica). A farinha de mandioca foi capaz de proteger os animais da lipoperoxidação, de acordo com os resultados de TBARS e melhorar a atividade da SOD e o teor de tiol, porém, não conseguiu melhorar o perfil lipídico e CAT nos animais. Nesse contexto, mais estudos são necessários para complementar os achados do presente estudo, possivelmente utilizando maiores quantidades de farinha de mandioca na dieta.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Hipercolesterolemia, Colesterol, Farinha de Mandioca, Estresse Oxidativo, Perfil Lipídico, [en] Hypercholesterolemia, [en] Cholesterol, [en] Manihot, [en] Oxidative Stress
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