Câncer de pele após transplante cardíaco: uma revisão sistemática

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Introdução: Um amplo espectro de doenças cutâneas afeta os pacientes receptores de transplantes de órgãos sólidos, visto que os mesmos necessitam de terapia imunossupressora de longo prazo para prevenir a rejeição do órgão transplantado. Dentre as complicações cutâneas mais prevalentes no seguimento clínico desses pacientes, encontra-se o câncer de pele. Objetivos: Verificar a frequência de câncer de pele em pacientes transplantados cardíacos a partir de dados da literatura. Através de uma revisão de literatura, avaliar a frequência de câncer de pele não melanoma, melanoma e sarcoma de Kaposi em pacientes transplantados cardíacos. Como objetivos secundários, avaliar possíveis fatores clínicos e medicamentosos associados ao câncer de pele em pacientes transplantados cardíacos. Avaliar a qualidade dos artigos e a metodologia utilizada nos trabalhos existentes na literatura. Organizar os dados encontrados com base na literatura a fim de oferecer estratégias e equidade em cuidados dermatológicos para essa população específica de pacientes. Material e Métodos: realizada revisão sistemática da literatura, a busca compreensiva da literatura foi efetuada utilizando as plataformas do PubMed, EMBASE e Scopus. Resultados: Um total de 2589 artigos foram inicialmente encontrados na literatura. Realizados uma primeira seleção lendo os títulos dos artigos e em seguida a segunda seleção, lendo títulos e resumos, após essas duas etapas, 2123 artigos foram excluídos. Identificamos 175 artigos repetidos. Ao final, 291 artigos foram lidos na íntegra e de acordo com os critérios de inclusão e exclusão, 43 artigos foram incluídos nessa revisão sistemática. Conclusão: Pacientes transplantados cardíacos apresentam alta frequência de câncer de pele e que chegamos no momento de analisar exclusivamente a população de transplantados cardíacos, especificamente focando no desfecho câncer de pele. Mais estudos são necessários para entender a complexidade da terapia imunossupressora específica desses pacientes e a interação com os fatores de risco individuais para o desenvolvimento de câncer de pele. Este estudo reforça que os dermatologistas desempenham um importante papel no seguimento a curto e longo prazo dos pacientes transplantados cardíacos. Essa população de pacientes merece cuidados contínuos do médico dermatologista, visto que essa prática clínica multidisciplinar pode alterar a morbimortalidade e a qualidade de vida após o transplante cardíaco. Assim, a atuação conjunta entre os cardiologistas especialistas em transplante cardíaco e os dermatologistas é uma ação crucial e essencial no atendimento a essa população

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Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

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