Efeitos da mobilização de tecidos moles assistida por instrumentos (IASTM) na dor e incapacidade em indivíduos com cervicalgia crônica inespecífica: um ensaio clínico randomizado

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2019
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Resumo
Introdução: As doenças Musculoesqueléticas são a segunda causa de anos vividos com incapacidade em todo o mundo, sendo a dor cervical, a 4ª maior contribuinte para a incapacidade global. A Mobilização de tecidos moles assistida por instrumentos (IASTM) é um tratamento usado para restrição miofascial e vem sendo proposto como uma alternativa para redução da dor, incapacidade. Entretanto, há um número reduzido de estudos controlados randomizados (ECR). Objetivos: Comparar o efeito da mobilização de tecidos moles assistida por instrumentos (IASTM) na dor, incapacidade e ADM em indivíduos com cervicalgia crônica inespecífica. Métodos: 23 participantes com dor cervical crônica (DCC) recrutados participaram deste estudo. Os participantes foram aleatoriamente alocados para receberem seis sessões de tratamento com IASTM ou Terapia de Liberação Miofascial (TLM). Pesquisadores cegados para a alocação avaliaram os participantes quanto à intensidade de dor na cervical, incapacidade e ADM em dois momentos distintos: pré-teste e uma semana após o tratamento. A randomização foi realizada por um pesquisador não envolvido na determinação da elegibilidade, na avaliação inicial e na provisão de tratamento. A alocação oculta foi concedida usando envelopes opacos lacrados numerados, sequenciados e ordenados. Resultados: Após seis sessões de tratamento não houve efeito da interação entre os grupos para dor [F (1,21) = 0,110; p = 0,743], incapacidade [F (1,21) = 0,393; p = 0,538], mas a interação (tempo) teve um efeito significativo dos grupos do pré ao pós-tratamento e também o tamanho do efeito grande para as variváveis: dor: [F (1,21) = 90,505; p = 0,000], d = 4,15, incapacidade: [F (1,21) = 107,538; p = 0,000], d = 4.53, ADM (flexão) [F (1,21) = 36,135; p = 0,000], d = 2.62, (extensão) [F (1,21) = 11,673; p = 0,003], d = 1.49, (flexão lateral direita) [F (1,21) = 25,124; p = 0,000], d = 2.18, (flexão lateral esquerda) [F (1,21) = 14,733; p = 0,001], d = 1.67, (rotação direita) [F (1,21) = 4,350; p = 0,049], d = 0.91, (rotação esquerda) [F (1,21) = 9,955; p = 0,005], d = 1.37. Conclusão: Com base nos achados desse estudo, é possível concluir que a IASTM produziu efeitos clínicos positivos, mas não superiores a TLM. IASTM produz uma diminuição da dor local, incapacidade e aumento da ADM de pacientes com dor cervical crônica. A IASTM pode ser uma ferramenta terapêutica para auxiliar os clínicos no manejo da terapia manual.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Dor Cervical, Manipulações Musculoesqueléticas, Tecido Subcutâneo, Síndromes da Dor Miofascial, Liberação Miofascial, Mobilização de Tecidos Moles Assistida por Instrumentos, [en] Neck Pain, [en] Musculoskeletal Manipulations, [en] Subcutaneous Tissue, [en] Myofascial Pain Syndromes
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