Efeitos da fototerapia nas doenças cardiovasculares

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Este trabalho testa a hipótese que a laserterapia de baixa intensidade (LLLT) possui efeitos nas doenças cardiovasculares (DCV) e a aplicação aguda da LLLT antes de um teste de exercício aumentaria a distância percorrida depois da cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM). Neste contexto, o primeiro estudo (artigo 1) objetivou revisar os efeitos da fototerapia nas doenças cardiovasculares por meio de uma revisão integrativa. A pesquisa foi realizada no MEDLINE (PubMed), EMBASE, Cochrane Library e Physiotherapy Evidence Database (PEDro) desde o início das publicações até agosto de 2016. Incluíram-se estudos com aplicação de LLLT e/ou diodos emissor de luz (LED) em doenças cardiovasculares, e os desfechos avaliados foram capacidade funcional, tamanho do infarto, citocinas, estresse oxidativo, fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), angiogênese, marcadores de danos cardíacos, dor e cicatrização. Destes, selecionaram-se dezenove estudos compostos por ensaios clínicos (5), estudo piloto (2), estudo de caso (2) e estudos em modelo animal (10). Os resultados mostraram que a fototerapia pode reduzir a área de infarto, marcadores de danos cardíacos e dor; modula o estresse oxidativo e citocinas inflamatórias; aumenta a cicatrização, angiogênese e VEGF. O aumento da capacidade funcional ocorreu somente pelo LED. Conclui-se que a fototerapia é efetiva para tratar as DCV. O segundo estudo (artigo 2) objetivou avaliar os efeitos agudos da LLLT na capacidade funcional após a CRM. Quinze pacientes foram cruzados durante o experimento, a fim de comparar os resultados dos grupos LLLT e LLLT placebo. LLLT (850 nm, 200 mW, 30 J em cada ponto) foi realizada 3 min antes do teste incremental (Incremental Shuttle Walking), em oito pontos da perna. Foram analisados a distância percorrida, escala de Borg de esforço percebido, frequência cardíaca, pressão arterial, lactato desidrogenase, níveis de dano oxidativo aos lipídeos, atividades das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT), e os níveis totais de tiol. A comparação das distâncias percorridas não revelou diferenças significativas entre os grupos LLLT e LLLT placebo (p = 0,779). Em relação à escala Borg de esforço percebido (p= 0,567), pressão cardíaca (P = 0,506), pressão arterial sistólica (p = 0,164) e diastólica (p = 0,140), não houve diferença entre os grupos LLLT e placebo. A aplicação de LLLT não foi capaz de modular as enzimas lactato desidrogenase (p = 0,214), danos nos lipídios (p = 0,733), SOD (p = 0,202) e CAT (p = 0,825) e níveis totais de tiol (p = 0,925). Assim sendo, o presente estudo mostrou que o efeito agudo da LLLT não melhorou a capacidade funcional e o estado redox após CRM.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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