Efeitos do exercício físico sobre danos pulmonares e sistêmicos induzidos pela exposição à fumaça de cigarro em ratos
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Introdução: O tabagismo é considerado um grave problema de saúde pública em todo o mundo. A fumaça do cigarro contém diversas substâncias tóxicas para o organismo que quando inalada, ativa uma cascata inflamatória intracelular, alterando a homeostase e induzindo, ao longo do tempo, comprometimentos celulares e funcionais, a nível pulmonar e sistêmico, que estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças crônicas. O exercício físico é uma alternativa de tratamento não farmacológica, devido suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias diminui o risco de doenças crônicas, além de melhorar a força muscular e a capacidade cardiopulmonar. Entretanto, ainda não está claro o seu efeito sobre os danos induzidos pela fumaça do cigarro quando ainda não se tem um processo patológico instalado. Objetivos: Avaliar o efeito protetor do exercício físico sobre danos pulmonares e sistêmicos induzidos pela exposição à fumaça de cigarro (EFC) em ratos. Metodologia: Foram utilizados 22 ratos wistar machos (300-400g; 90 dias), divididos em três grupos experimentais: controle (CTRL; n=8), fumante sedentário (F-Sed; n=7) e fumante exercício (F-Ex; n=7). Os animais do grupo CTRL não foram expostos a fumaça de cigarro. Já os animais do grupo F-Sed e F-Ex foram expostos a fumaça de cigarro duas vezes ao dia, por quatro semanas. Os animais foram submetidos a teste de capacidade funcional (distância percorrida (m), tempo para exaustão (s), velocidade máxima (m/min) e consumo máximo de oxigênio com análise de gases em esteira acoplada à caixa metabólica para ratos, realizado em dois momentos (pré-EFC e exercício e após EFC e exercício). Após o período de EFC foram coletados dados sobre a função ventricular esquerda através de ecocardiografia; avaliação da mecânica ventilatória por meio de um ventilador mecânico específico para ratos (Flexy Vent, Scireq) e coleta de tecidos e plasma. Resultados: Houve perda de peso e inibição do apetite nos animais do grupo F-Sed e F-Ex comparado ao grupo CTRL (-9±15.6 e -12±16.9 vs 46±27.6; p<0,05). Além disso, houve comprometimento da mecânica pulmonar evidenciado pelo aumento da resistência no sistema respiratório dos grupos F-Sed e F-Ex em relação ao grupo CTRL (0.09±0.01 e 0.10±0.008 vs 0.06±0.008cmH2O.s/mL; p<0.05). O exercício físico aumentou a distância percorrida dos animais do grupo F-Ex comparado ao grupo CTRL e ao grupo F-Sed (395.5±128.1 vs 191.47±34.8 e 156.7±36.3m; p<0.05), o tempo de corrida (977.3±247.7 vs 645.2±163.1 e 571.7±85.2s; p<0.05) e a velocidade máxima alcançada (38±2,7 vs 24.3±4.17 e 23±2.7m/min; p<0.05). Os níveis pulmonares de interleucina (IL)-1β foram significativamente mais elevados no grupo F-Sed em comparação ao grupo CTRL e ao grupo F-Ex (40.34±5.22 vs 21.9±6.87 e 22.03±8.18pg/ml; p<0,05). Os níveis plasmáticos do fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) foram mais baixos no grupo F-Ex em comparação ao grupo F-Sed (19.37±18.38 vs 45.51±20.48pg/ml; p<0,05). Os níveis de TNF-α no coração foram menores no grupo F-Ex em comparação ao grupo CTRL (6.59±2.92 vs 25.56±16.55pg/ml; p<0,05). Houve uma redução nos níveis de TBARS no pulmão do grupo F-Ex em comparação ao grupo F-Sed (3.70±1.10 vs 5.86±1.33mmol/mg; p<0.05). Conclusão: Apesar do exercício físico ter demonstrado efeito sobre alterações celulares induzidas pela EFC em ratos, ainda não é possível afirmar que esse exerça função protetora aos comprometimentos pulmonares e sistêmicos induzidos pelo cigarro.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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