Transfusão sanguínea em crianças prematuras e o diagnóstico de Paralisia Cerebral

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Introdução: A prática de transfusão sanguínea é recorrente em pacientes prematuros, porém o seu impacto neurcognitivo em longo prazo e o desfecho de Paralisia Cerebral (PC) em crianças transfundidas é pouco descrito. Objetivo: Avaliar a associação entre o tratamento realizado na Unidade de terapia intensiva Neonatal com transfusão sanguínea de hemácias em crianças prematuras menores que 32 semanas ao nascer e o diagnóstico de PC. Metodologia: Estudo de coorte retrospectivo, através da análise dos prontuários de todos os pacientes nascidos em um hospital, com idade gestacional menor que 32 semanas ao nascer, independente do peso, durante dez anos. Foram excluídos aqueles que não se enquadravam nos critérios do estudo e os que não sobreviveram a UTI neonatal. Resultados: Foram incluídos 354 pacientes, 68% destes receberam transfusão de concentrado de hemácias pelo mens uma vez. A PC esteve presente em 15% dos pacientes e uma associação de risco foi encontrada com a realização de transfusão (RR 1,24, IC (95%), 1,078- 1,447 p=0,016). Estiveram associados também a transfusão sanguínea e o peso ao nascer, quando separados entre maiores que 1,500g ao nascer e menores que 1,500g (RR 1,77, IC (95%), 1,267-2,477, p<0,001). Conclusões: No presente estudo, a realização de transfusão de concentrado de hemácias esteve associada em 24% para o desfecho de PC. Parece ser fundamental que novos estudos e ensaios clínicos randomizados que associem a transfusão sanguínea com desfechos neurológicos em longo prazo como a PC sejam realizados.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

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