Crianças em tratamento para o câncer: a comunicação pais-criança sobre a morte e o processo de morrer
| dc.contributor.advisor | Levandowski , Daniela Centenaro | pt_BR |
| dc.contributor.author | Santos , Ana Júlia Schmidt dos | pt_BR |
| dc.contributor.department | Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Saúde | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-11-06T21:01:11Z | |
| dc.date.date-insert | 2026-10-30 | |
| dc.date.issued | 2025-07-14 | |
| dc.description | Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A morte ainda é um tema cercado por tabus, mesmo em contextos onde sua presença é frequente, como nas unidades de oncologia pediátrica. O câncer é a principal causa de morte entre crianças e adolescentes no Brasil e no mundo, e o tratamento da doença impõe à criança e à família mudanças profundas na rotina, nas relações e nas emoções. A vivência do tratamento e do adoecimento pode despertar nas crianças dúvidas a respeito da morte e do morrer. Apesar da recorrência da morte neste cenário, observa-se uma dificuldade persistente por parte dos adultos – familiares e/ou profissionais de saúde – em abordar este tema com as crianças. A presente dissertação teve como objetivo descrever a percepção de cuidadores (mães e pais) de crianças em tratamento oncológico sobre a comunicação a respeito da morte e do processo de morrer. Realizou-se uma pesquisa qualitativa e transversal, com delineamento de estudo de casos múltiplos (Yin, 2015), que envolveu a realização de entrevistas semiestruturadas com cinco cuidadores de crianças 04 a 12 anos em tratamento oncológico (em progressão ou recidiva da doença) e a aplicação de questionário de dados sócio-demográficos e clínicos. A entrevista investigou se o assunto era discutido com a criança, de que forma a comunicação cuidador-criança acontecia em relação à morte de conhecidos e à possibilidade da própria morte, os principais desafios relatados pelos cuidadores na comunicação sobre este tema e como eles vivenciavam essa experiência. Análises transversais dos casos (síntese de casos cruzados (Yin, 2015) evidenciaram que a maioria dos cuidadores evitava abordar diretamente o tema da morte com a criança, mesmo quando ela expressava dúvidas ou percepções sobre a gravidade da doença, denunciando a existência de um “pacto de silêncio” familiar e da equipe. Entre os principais desafios relatados pelos cuidadores na comunicação sobre o tema constaram o medo de causar sofrimento à criança, a falta de preparo emocional para lidar com a temática e a ausência de orientação profissional sobre como comunicar-se de forma adequada com a criança. Por outro lado, a abertura de um espaço para a escuta e acolhimento dos cuidadores, juntamente com a psicoeducação proporcionada ao final da entrevista, mostraram-se benéficas para apoiá-los nesse processo e sensibilizá-los para a importância de uma comunicação mais sensível e franca sobre o tema, promotora de maior bem-estar infantil. Conclui-se que falar sobre a morte com crianças em tratamento oncológico é uma necessidade ética e representa uma atitude de humanização do cuidado, que contribui para o enfrentamento da doença e para a construção de significados sobre a vida e não apenas sobre a morte. A pesquisa reforçou a importância da preparação dos profissionais de saúde, incluindo a temática da morte já na formação acadêmica, com vistas à transformação de práticas assistenciais. | pt_BR |
| dc.description.abstract-en | Death remains a topic surrounded by taboos, even in contexts where its presence is frequent, such as pediatric oncology units. Cancer is the leading cause of death among children and adolescents in Brazil and worldwide, and the treatment of the disease imposes profound changes on the routines, relationships, and emotions of both children and their families. The experience of illness and treatment can raise questions in children about death and dying. Despite the recurrence of death in this context, there is a persistent difficulty on the part of adults - both family members and healthcare professionals - in addressing this subject with children. This dissertation aimed to describe the perceptions of caregivers (mothers and fathers) of children undergoing cancer treatment regarding communication about death and the dying process. A qualitative and cross-sectional study was conducted, using a multiple case study design (Yin, 2015). The methodology involved semi-structured interviews with five caregivers of children aged 4 to 12 years undergoing oncology treatment (in disease progression or recurrence), along with a sociodemographic and clinical data questionnaire. The interviews explored whether the topic was discussed with the child, how caregiver-child communication occurred in relation to the death of known individuals and the possibility of the child's own death, the main challenges reported by caregivers in communicating about this subject, and how they experienced this process. Cross-case synthesis (Yin, 2015) revealed that most caregivers avoided directly addressing the topic of death with the child, even when the child expressed questions or awareness regarding the severity of the illness, indicating the existence of a familial and professional “pact of silence.” Among the main challenges reported by caregivers were the fear of causing emotional distress to the child, lack of emotional preparation to deal with the subject, and absence of professional guidance on how to communicate appropriately with the child. On the other hand, providing a space for caregivers to be heard and supported - together with the psychoeducation offered at the end of the interviews - proved beneficial in supporting them through this process and raising awareness about the importance of more sensitive and honest communication, which can promote greater well-being in children. It is concluded that talking about death with children undergoing cancer treatment is an ethical necessity and represents a humanizing approach to care that contributes to their coping with the illness and to the construction of meaning about life, and not only about death. The research reinforces the importance of preparing healthcare professionals to address the topic of death during their academic trajectory, with the aim of transforming care practices. | en |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/3630 | |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.relation.requires | TEXTO - Adobe Reader | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Embargado | pt_BR |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/ | |
| dc.subject | Morte | pt_BR |
| dc.subject | Família | pt_BR |
| dc.subject | Neoplasias | pt_BR |
| dc.subject | Comunicação | pt_BR |
| dc.subject | [en] Death | en |
| dc.subject | [en] Child | en |
| dc.subject | [en] Family | en |
| dc.subject | [en] Neoplasms | en |
| dc.subject | [en] Communication | en |
| dc.subject.ods | 3 - Saúde e Bem-Estar | pt_BR |
| dc.title | Crianças em tratamento para o câncer: a comunicação pais-criança sobre a morte e o processo de morrer | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
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