Associação entre Fatores Psicossociais e a Presença de Dor Crônica e Incapacidade no Ombro em Praticantes de CrossFit®: um estudo caso-controle

Resumo

Introdução: A dor no ombro afeta indivíduos de todas as idades, sedentários, bem como atletas amadores e de alta performance. A dor no ombro é comum em praticantes de modalidades como: CrossFit®, Levantamento de Peso Olímpico e Powerlifting. A prevalência de dor no ombro nesses praticantes é de 41,6% e 93% dos atletas de Weighlifting e Powerlifting apresentam dor no ombro persistente, sendo o ombro uma das três regiões com maior índice de lesão. Aspectos psicossociais podem influenciar na apresentação clínica das disfunções do ombro. Estudos recentes sugerem que fatores psicossociais contribuem para a presença de dor e incapacidade em não atletas com dor crônica no ombro. Porém, de acordo com o nosso conhecimento, não existem estudos investigando essas associações em praticantes de CrossFit®. Por isso, há uma grande necessidade de entender se fatores psicossociais estão associados com a presença de dor crônica e incapacidade no ombro de indivíduos que praticam esse esporte. Objetivo: Avaliar se fatores psicossociais estão associados à presença de dor e incapacidade em praticantes de CrossFit® com dor crônica no ombro. Métodos: Neste estudo caso-controle, incluímos 345 indivíduos, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 60 anos, praticantes de CrossFit ® há pelo menos 6 meses que tiveram dor no ombro nos últimos 12 meses. As variáveis demográficas categóricas foram apresentadas em frequências absoluta e relativa e as contínuas (idade, peso, altura, IMC) em média e desvio padrão (DP). As variáveis simétricas (cinesiofobia, crenças de evitação do medo e intensidade da dor) foram expressas em média e DP, enquanto as assimétricas (incapacidade do ombro e autoeficácia) em mediana e intervalo interquartil (IQR). Foram calculadas as estimativas brutas e ajustadas para razão de chance, com intervalo de confiança de 95%, para os possíveis fatores associados à dor crônica através do modelo de regressão logística. As covariáveis de ajuste foram idade, sexo, uso de ansiolítico e/ou antidepressivo e tratamento fisioterapêutico para dor no ombro. As correlações feitas entre as escalas foram verificadas pelo coeficiente de correlação de Spearman. Resultados: Houve associação entre cinesiofobia (OR=1.15, 95% IC), crenças de evitação do medo nas atividades físicas (OR=1.98, 95% IC), a presença de dor crônica no ombro e maior tempo de CrossFit® (OR=1.80, 95% IC). Conclusão: Fatores psicossociais como cinesiofobia, crenças de evitação do medo nas atividades físicas e tempo de Crossfit® estão associados a dor crônica no ombro em praticantes de CrossFit®. A cinesiofobia aumenta o risco de praticantes de CrossFit® terem dor crônica no ombro em 15%

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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