Estudo dos espinhos dendríticos do núcleo medial da amígdala de seres humanos por reconstrução tridimensional de imagens de microscopia de luz e confocal
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O núcleo amigdaliano medial (Me) é um dos núcleos superficiais do complexo amigdaliano, estrutura do telencéfalo basal localizada no lobo temporal, sub-cortical que desempenha papel integrativo no reconhecimento de estímulos emocionais e na elaboração de comportamentos sociais. Uma vez que se trata de uma área encefálica pouco estudada em seres humanos, e que o complexo amigdaliano está envolvido em diversas condições patológicas, buscou-se descrever a morfologia dos espinhos dendríticos, a fim de colaborar na melhor compreensão da organização sináptica local e, consequentemente, contribuir para o avanço nos estudos futuros das disfunções que envolvem esta área. Espinhos dendríticos podem apresentar diferentes morfologias e, quando presentes, representam locais pós-sinápticos basicamente para contatos excitatórios. O objetivo deste estudo foi descrever e caracterizar espinhos dendríticos do Me de seres humanos por meio de microscopia de luz e confocal, principalmente com a reconstrução tridimensional de imagens. Foram estudados tecidos obtidos post mortem de doadores (homens, idade entre 50 e 75 anos, sem patologias neurológicas ou psiquiátricas descritas, n = 5), de acordo com todos procedimentos éticos vigentes, os 5 diferentes tipos de neurônios da Me impregnados pela prata segundo variante da técnica de Golgi e visualizados por meio de microscopia de luz e usando-se o corante lipofílico fluorescente DiI, aplicado em forma extracelular, para visualização dos ramos dendríticos e seus espinhos pela microscopia confocal. Com a primeira técnica, espinhos dendríticos foram observados nos 5 tipos neuronais encontrados neste núcleo, em quantidades variáveis, com um continuum morfológico que permitiu sua classificação em finos, achatados/espessos, com formato de cogumelo e ramificados com variação de tamanho e forma, mais isolados ou em grupos ao longo dos dendritos. Tipos mais complexos foram observados, com no caso dos ramificados com espínulas e nos com formato racemoso. Com a segunda técnica confirmaram-se os dados da microscopia de luz e exemplificaram-se ainda mais os tipos morfológicos diferentes de espinhos dendríticos no Me humano.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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