Bullying, obesidade e imagem corporal em escolares com idade entre 14 e 17 anos da cidade de Caxias do Sul

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Wagner Wessfll

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Introdução: A adolescência é um período que os jovens apresentam grande número de mudanças físicas, psicológicas e biológicas, as quais podem execer influência no decurso de toda uma vida. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo investigar as prevalências de bullying (vítimas e agressores), obesidade e insatisfação com a imagem corporal e suas relações em uma amostra de escolares da rede municipal de ensino da cidade de Caxias do Sul no ano de 2014. Métodos: Estudo transversal realizado com 782 escolares de 14 a 17 anos da rede municipal de ensino da cidade de Caxias do Sul. Os instrumentos de coleta de dados foram um questionário auto administrável contendo informações sobre a classificação sócio econômica, idade, sexo e hábitos de vida, insatisfação com a imagem corporal (Children´s Figure Rating Scale), bullying (Kidscape), além das medidas antropométrica de peso e estatura. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (média, desvio-padrão), inferência percentual, análise bivariada (teste de qui quadrado de Pearson) e Regressão de Poisson. Resultados: As prevalências de obesidade, sobrepeso e episódios de bullying foram, respectivamente de 8,9%, 19,1%, 17,6% (vítimas) e 17,1% (agressores). Mais de oitenta por cento dos escolares estavam insatisfeitos com sua imagem corporal (83,5%) com maiores índices de insatisfação pelo excesso de peso observado nas meninas (56,5%) e pela magreza nos meninos (60,5%), sendo observada diferenças estatisticamente significantes entre os sexos (p<0,05). Meninos apresentaram maiores chances de vitimização, sendo observadas 48% mais chances de meninos com peso adequado serem vítimas de bullying em relação às meninas (RP= 1,48; IC95% 1,013 – 2,15) e 53% mais chances de meninos com sobrepeso serem vítimas quando comparados aos sem excesso de peso (RP= 1,53; IC95% 1,17 – 2,10). Conclusões: As prevalências de bullying, obesidade e insatisfação com imagem corporal encontram-se elevadas nos escolares avaliados. Os resultados obtidos indicam que meninos são mais propensos à episódios de bullying, enquanto as meninas são mais insatisfeitas com sua imagem corporal. É relevante que profissionais da área de saúde e educação tenham acesso a informações dessa natureza, a fim de que possam planejar e implementar estratégias de prevenção aos desfechos estudados.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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