Avaliação da expressão Imunoistoquímica da E-caderina, B-catenina, N-caderina, Vimentina e CD44 no processo de transição epitélio-mesenquimal e tumorigênese em pacientes com carcinoma urotelial de bexiga de alto grau

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Introdução: Câncer de bexiga é o segundo tumor urológico mais comum e quando comparado a outros tumores, é o 5º com maior incidência e 7º em número de mortes em 2016. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a expressão imunoistoquímica das proteínas E-caderina (ECAD), B-catenina (BCAT), vimentina (VIM), N-caderina (NCAD) e CD44 em pacientes com carcinoma urotelial de bexiga (CAUB) de alto grau, assim como a sua relação com tempo de sobrevida, estadiamento tumoral e associação entre os marcadores. Material e Métodos: Foram obtidas amostras de 34 pacientes com tumor de bexiga de alto-grau de natureza músculo-invasora, submetidos a cistectomia radical pelo Departamento de Urologia do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, entre 2000 e 2004. Foi realizada a avaliação da expressão imunoistoquímica dos marcadores acima citados. Para a significância estatística foi adotado valor P< 0,05. Resultados: A ECAD foi principalmente expressa em um padrão aberrante, com predominância de intensidade forte e moderada. A expressão nuclear de ECAD esteve presente em cerca de 61,8% dos casos, sendo associada à expressão aberrante/intensidade de ECAD, assim como imunorreatividade positiva para NCAD. A expressão de BCAT foi positiva em 29,4% dos casos, sendo associada a estadiamento tumoral (TNM). A expressão positiva de NCAD foi associada ao tempo de sobrevida em 2 anos (log rank test, P<0,05). Não foram encontradas outras associações entre a expressão dos marcadores imunoistoquímicos e outras variáveis do estudo. X Conclusão: Apesar da concordância com a literatura em que há uma expressão aberrante dos diversos marcadores durante o processo da Transição Epitélio Mesenquimal (EMT), o padrão de imunorreatividade varia de acordo com a sua natureza. Foi evidenciada a expressão aberrante dos diversos marcadores epiteliais (ECAD e BCAT) juntamente com o aparecimento de marcadores mesenquimais (VIM e NCAD) e a associação desses eventos com tempo de sobrevida e estadiamento tumoral. Um dos fatores limitantes deste estudo é o tamanho amostral limitado. Apesar disso, o diferencial deste estudo é baseado no fato de que o grupo de participantes é composto por pacientes com doença avançada e o tempo de seguimento prolongado. Para obtenção de resultados mais consistentes, faz-se necessária a ampliação do número de marcadores imunoistoquímicos e de amostras nos próximos estudos.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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