Desenvolvimento de estratégias baseadas na Química Analítica Verde para análises toxicológicas: da construção de metodologias à aplicação na rotina laboratorial

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As análises toxicológicas são parte indispensável em casos de investigação clínica e forense relacionados à exposição a medicamentos e às drogas de abuso. Atualmente, os métodos analíticos devem considerar os conceitos da Química Analítica Verde (GAC) a fim de promover práticas sustentáveis. Neste trabalho, buscou-se revisar a literatura existente na aplicação da GAC em análises toxicológicas, observando-se que as principais estratégias envolvem o uso de técnicas de preparo de amostra ambientalmente amigáveis e a adoçãode materiais alternativos. Dessa forma, uma metodologia baseada em microextração em fase sólida dispersiva (DSPME) com posterior análise por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS) para a análise de catinonas sintéticas e outras drogas em sangue total foi desenvolvida. O sorvente utilizado na técnica de DSPME foi o pó de cortiça, inédito na aplicação a amostras de sangue. Posteriormente, o método foi aplicado a amostras de sangue post mortem, provenientes do Departamento de Perícias Laboratoriais do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul. Outra metodologia baseada em DSPME foi desenvolvida para a determinação de antidepressivos em amostras de urina, com posterior análise por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (GC-MS). Esta metodologia utiliza o resíduo de malte (BSG) como sorvente, uma aplicação inédita deste material, sendo aplicada a amostras de urina do Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul. Além disso, a possível variabilidade dos resultados quando utilizado o BSG proveniente de diferentes origens foi investigada. Adicionalmente, foi realizada a análise de custo do material em comparação com opções comerciais. Também foi desenvolvida uma metodologia para a determinação dos isômeros do hexahidrocanabinol (HHC), 9R-HHC e 9S-HHC em amostras de fluido oral baseado na extração por QuEChERS acoplado a GC-MS. Foi realizada a investigação da estabilidade estendida do 9R-HHC e 9S-HHC nas amostras de fluido oral e em soluções. Todos os métodos foram validados de acordo com diretrizes internacionais para que sua confiabilidade fosse atestada. De maneira geral, pode-se comprovar a aplicação dos princípios da GAC nas metodologias, com foco na simplificação dos processos, substituição de reagentes potencialmente tóxicos, utilização de menores volumes de amostra e reagentes e redução do custo total. Estes achados evidenciam o potencial sustentável que as técnicas verdes possuem, sem perda de eficiência, sendo alternativas interessantes para a rotina laboratorial em toxicologia.

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Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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