Potência muscular e sua relação com o Índice BODE, a capacidade funcional e a qualidade de vida em indivíduos com DPOC
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A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença de alta prevalência, responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade e por elevados gastos em saúde. A ocorrência de uma resposta inflamatória anormal das vias aéreas é característica desta doença, cujas limitações não são apenas respiratórias, mas de amplo espectro, tal como a perda de força e potência muscular, prejudicando as atividades de vida diária desses indivíduos e influenciando negativamente na sua qualidade de vida. Essas alterações também levam a um pior prognóstico e, consequentemente, a um maior risco de morte. Por esse motivo, o objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre o prejuízo físico, caracterizado pela potência muscular média do quadríceps, e um índice preditor de mortalidade nessa população. Secundariamente, foi avaliar a relação destas variáveis com a capacidade funcional e a qualidade de vida. Os indivíduos realizaram o teste da potência muscular média e a avaliação da força muscular periférica, através do dinamômetro isocinético, bem como, avaliação da gravidade da obstrução ao fluxo aéreo pela espirometria. O índice Body-Mass Index, Airflow Obstruction, Dyspnea, and Exercise Capacity Index (BODE), que gera um escore de 0 até 10, foi utilizado para verificar a gravidade (mais especificamente o risco de morte) e a capacidade funcional foi avaliada pelo teste de caminhada de 6 minutos (TC6). A qualidade de vida, por sua vez, foi verificada através do questionário Saint George’s Respiratory Questionnaire (SGRQ). O estudo não apresentou resultados significativos de associação entre a potência muscular média e o índice BODE. Contudo, foi observado uma correlação significativa entre o índice BODE, a performance no TC6 e o questionário SGRQ, indicando associação deste índice com a capacidade funcional e a qualidade de vida, ou seja, quanto maior o risco de morte pior a distância percorrida no teste de caminhada e a qualidade de vida. Os resultados podem ter sido afetados pelo reduzido tamanho amostral, sugerindo que a realizações de novos estudos com populações maiores seja necessário para confirmação do comportamento dessas variáveis.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
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