Dança, Telerreabilitação social e doença de Parkinson: englobando aspectos inerentes ao bem-estar do indivíduo.

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Sendo a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, a doença de Parkinson (DP) impacta as atividades de vida diária e a participação social do indivíduo de forma complexa e multidimensional. Estratégias de reabilitação são frequentemente prescritas para o manejo dos sintomas e para a manutenção da qualidade de vida. A dança envolve diversos aspectos físicos multimodais, como a dupla-tarefa, coordenação motora, pistas auditivas, equilíbrio e agilidade, além de aspectos cognitivos e emocionais. Quando associada em grupo, poderia ser uma solução para reduzir os custos, manter a motivação do paciente e o suporte social. Ademais, o uso da internet e de plataformas de videoconferência, a partir da telerreabilitação, facilitaria o acesso a grupos especializados, além de ser uma alternativa para aquelas pessoas com alto risco de quedas para locomoção em ambientes externos. Este trabalho teve o intuito de responder quatro perguntas, distribuídas em quatros pesquisas distintas, referentes à temática: dança, telerreabilitação social e doença de Parkinson. A partir da primeira pesquisa clínica de viabilidade, encontramos uma alta taxa de adesão, frequência e segurança da telerreabilitação com dança para adultos mais velhos (a partir de 55 anos) com e sem DP. A intervenção com dança online utilizada (75% sentado) foi uma estratégia potencial para engajar os participantes com DP, em sua maioria em estágio de gravidade moderado e com risco de quedas. A segunda pesquisa metodológica consistiu na tradução e adaptação transcultural da ferramenta de avaliação The Goldsmith's Dance Sophistication Index (Gold-DSI) para o português brasileiro, a qual consiste na verificação do nível de experiência do indivíduo com dança. Encontramos excelentes propriedades de medida (confiabilidade e validade) do instrumento testado, o qual permitirá a investigação da relação entre experiência com dança e eficácia de intervenções baseadas em dança. A terceira pesquisa avaliou a qualidade metodológica de revisões publicadas com a temática da dança na DP e sistematizou, a partir de uma revisão guarda-chuva, a efetividade da mesma nessa população. A qualidade geral de 77% das revisões sistemáticas sobre dança e DP foram classificas como “criticamente baixa”, 10% como “baixa”, 2% como “moderada”, enquanto 13% das 48 revisões incluídas foram classificadas como “alta”. A partir das meta-análises realizadas, a dança presencial associada aos cuidados habituais farmacológicos foi melhor do que os cuidados habituais farmacológicos isolados para reduzir a gravidade dos sintomas motores e dos sintomas depressivos; para melhorar o equilíbrio e a mobilidade funcional; mas não para a distância da marcha e a qualidade de vida. A dança presencial também foi superior ao exercício multimodal para melhorar o equilíbrio. Assim, profissionais da saúde e indivíduos com diagnóstico de DP podem consultar esta pesquisa para obter conhecimento baseado em evidência acerca das revisões de alta qualidade e dos achados atuais que apoiam a dança como uma reabilitação adjunta para a população com DP. A fim de estruturar futuros ensaios clínicos randomizados de alta qualidade investigando a telerreabilitação e dança na DP, a quarta e última pesquisa sistematizou um protocolo de ensaio clínico randomizado online a fim de determinar a efetividade da telerreabilitação social (dança versus exercício terapêutico multimodal) do ponto de vista biopsicossocial da DP. Na presente tese, explora-se a visão biopsicossocial acerca dos prejuízos da DP nos indivíduos, propondo-se a dança adaptada como uma intervenção remota, social e lúdica.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
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