Aspectos toxicológicos do MDMA: riscos à saúde e medidas para redução de danos

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A 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA), popularmente conhecida como ecstasy: MDMA, MDA e MDEA, é uma substância psicoativa sintética amplamente consumida em contextos recreativos e associada a riscos toxicológicos agudos e crônicos. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura acerca dos aspectos toxicocinéticos, toxicodinâmicos, efeitos adversos e estratégias de redução de danos relacionadas ao uso de MDMA. A metodologia seguiu as seis etapas propostas para revisões integrativas, com buscas realizadas nas bases SciELO, PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e ScienceDirect (Elsevier), utilizando os termos de busca “MDMA”, “efeitos toxicológicos”, “interações medicamentosas” e “redução de danos”. Foram incluídos artigos completos publicados nos últimos 10 anos, em português e inglês, com relação direta ao tema. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 32 estudos foram selecionados, dos quais 13 abordaram aspectos toxicológicos, 7 efeitos agudos e crônicos, 8 interações medicamentosas e 4 estratégias de redução de danos. Os estudos demonstraram que o MDMA apresenta rápida absorção oral, elevada permeabilidade à barreira hematoencefálica e metabolismo complexo, envolvendo principalmente CYP2D6, CYP2B6 e CYP3A4, com potencial de autoinibição metabólica. Entre os principais efeitos agudos destacaram-se hipertermia, síndrome serotoninérgica, hiponatremia, taquicardia e rabdomiólise, enquanto o uso crônico foi associado a alterações neuroquímicas envolvendo serotonina, glutamato e GABA, além de prejuízos cognitivos e alterações estruturais cerebrais. A associação com álcool, cafeína e fármacos serotoninérgicos potencializa a toxicidade e aumenta o risco de complicações graves. Estratégias como drug checking, educação em saúde e intervenções baseadas em redução de danos mostraram-se relevantes para minimizar riscos associados ao consumo recreativo. Conclui-se que o MDMA apresenta perfil toxicológico complexo e dependente de fatores individuais, ambientais e comportamentais, reforçando a necessidade de ações preventivas e políticas públicas baseadas em evidências científicas.

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Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Farmácia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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