Navegando por Autor "Araujo, Cintia Laura Pereira de"
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Item Efeitos da reabilitação pulmonar sobre a função endotelial e sobre os níveis plasmáticos de BDNF em pacientes com DPOC(2018) Araujo, Cintia Laura Pereira de; Dal Lago, PedroA doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) apresenta caráter progressivo e sistêmico. Embora acometa principalmente os pulmões, a mortalidade parece estar mais relacionada à doença cardiovascular do que à pulmonar em si. A fisiopatologia da DPOC envolve múltiplas vias, com marcado desequilíbrio de diversos biomarcadores que apresentam alterações suscetíveis ao exercício. Evidências emergentes apontam o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) como um importante marcador na DPOC, estando relacionado a parâmetros de gravidade da doença. Os programas de reabilitação pulmonar (RP), os quais têm como elemento central o exercício físico, constituem uma importante ferramenta para a melhora do quadro clínico de pacientes com DPOC. Com base nesses fatos, a presente tese teve como objetivo conduzir dois estudos com os objetivos de avaliar (1) os efeitos da RP na função endotelial e rigidez arterial e (2) nos níveis plasmáticos de BDNF em pacientes com DPOC. No estudo 1, foi verificado que a função endotelial, a rigidez arterial e pressão arterial sistêmica não foram modificados com a reabilitação pulmonar. O estudo 2, demonstrou que uma única sessão de exercício em pacientes sedentários (efeito agudo) reduz os níveis de BDNF, porém esse efeito não se mantém com o treinamento e o treinamento não é capaz de reduzir os níveis basais de BDNF. Ainda assim, ambos estudos demonstram que a RP melhorou a capacidade funcional, a dispneia, a qualidade de vida e reduziu o risco de morte nesses pacientes. Com bases nos atuais achados, pode-se concluir que ainda são necessários avanços no que diz respeito a intervenções capazes de modificar parâmetros cardiovasculares, bem como se faz importante o melhor entendimento da cinética do BDNF em relação ao exercício físico e seu entendimento com marcadores de severidade da DPOC.Item Função endotelial, rigidez arterial e estado funcional de indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)(Wagner Wessfll, 2021) Guidoti, Augusto Baumhardt; Dal Lago, Pedro; Araujo, Cintia Laura Pereira deIntrodução: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) está associada a várias manifestações sistêmicas, incluindo disfunção endotelial e maiores índices de rigidez arterial. A inatividade física pode resultar em maior incidência e mortalidade por doenças cardiovasculares, além de ser frequentemente associada a aspectos de morbimortalidade em muitas doenças crônicas, inclusive na DPOC. O número de passos diários é um determinante do estado de saúde e do risco de exacerbação em indivíduos com DPOC. No entanto, ainda faltam estudos que investiguem a relação da função endotelial e da atividade física na DPOC. Objetivo: avaliar a função endotelial, rigidez arterial e sua relação com medidas do estado funcional em indivíduos com DPOC. Métodos: trata-se de um estudo transversal, com amostra composta por pacientes com diagnóstico de DPOC. Foram coletados dados quanto à função endotelial por meio do índice de hiperemia reativa (RHI) avaliado por tonometria arterial periférica (PAT) e rigidez arterial pela velocidade da onda de pulso (VOP) e índice de aumento (AIx), capacidade funcional (teste de caminhada de seis minutos - TC6), número de passos diários e índice de risco de morte (BODE). Resultados: Vinte e dois indivíduos foram recrutados (idade 66,5 ± 9,39 anos, IMC 27,5 ± 4,49 kg/m², volume expiratório forçado no primeiro segundo - VEF1 34,8%pred). Seis indivíduos apresentaram disfunção endotelial e nenhum apresentou rigidez arterial. O número de passos diários foi significativamente correlacionado com o TC6 (p <0,05), mas nenhuma correlação foi encontrada entre as medidas de função endotelial e rigidez arterial. Conclusão: Não houve comprometimento vascular nos indivíduos do estudo, além da ausência de correlação entre o número de passos diários com a função endotelial e rigidez arterial. Sendo assim, se torna necessário estudos mais robustos que avaliem a interação de passos diários em indivíduos com DPOC com índices de saúde vascular.