Gerbase, Margaret WeidenbachSiebeneichler, Aline Stalder2021-06-092023-10-092021-06-092023-10-092018https://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/1614Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.Introdução: A sensibilização quanto aos efeitos nocivos do tabagismo e a não estigmatização do paciente fumante são condições essenciais que permitem aos profissionais da saúde exercerem seu trabalho de forma empática e competente. Entretanto, ainda são limitadas as evidências disponíveis na literatura que examinaram a percepção dos profissionais da saúde acerca do estigma contra o tabagista. O objetivo deste estudo foi investigar o estigma em relação aos fumantes entre profissionais da saúde e estudantes da área da saúde. Métodos: 384 profissionais e estudantes da área da saúde oriundos respectivamente do Complexo Hospitalar da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre concordaram em completar um questionário com dados sócio-demográficos e hábito tabágico, assim como uma escala de 15 ítens acessando estigma e a conscientização quanto aos efeitos do fumo. Dados descritivos e análise univariada estratificando e comparando a população de acordo com sexo, atividade profissional e hábito tabágico foram realizados utilizando o software SPSS versão 22. Resultados: A maioria dos participantes eram mulheres (277 versus 107 homens), 62,2% eram assistentes de enfermagem, enfermeiro/as ou médico/as, e 11.7% da população declarou ser fumante ou ex-fumante. O escore médio de estigma calculado a partir de itens da escala desenvolvida foi de 25,8±4,8 (média ± desvio padrão; escore mais baixo possível indo de 11 ao mais alto de 44). Aproximadamente 25% dos participantes ficaram acima do percentil 75 de escore identificando estigma. Comportamento estigmatizante por profissionais da saúde em relação aos pacientes foi evidenciado por 37,5% dos participantes no estudo. Estudantes demonstraram escore de estigma significativamente mais baixo que os profissionais já formados, sendo os estudantes de medicina os com o menor escore entre as áreas de atuação da população estudada. A estratificação da população para outras co-variáveis, como tabagismo, idade e sexo, não demonstrou significância estatística entre os grupos. Conclusão: O escore de estigma relativamente alto e o comportamento estigmatizante reportado entre profissionais da saúde em respeito ao paciente fumante encontrados neste estudo são relevantes e podem não ser uma realidade isolada. Esses resultados enfatizam a importância de investigar a abordagem do paciente tabagista pelos profissionais de saúde.pt-BRAcesso Aberto ImediatoEstigma SocialTabagismoProfissionais da SaúdeEstudantes de Ciências da Saúde[en] Social Stigma[en] Tobacco Use Disorder[en] Health Personnel[en] Students, Health OccupationsEstigma em relação aos fumantes entre os profissionais da área da saúdeDissertação