Teixeira, CassianoMattioni, Mariana Fensterseifer2022-05-092023-10-092022-05-092023-10-092021https://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/1836Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.OBJETIVO: O presente estudo busca descrever a taxa e os fatores relacionados ao não retorno ao trabalho no terceiro mês pós-alta da UTI, bem como o impacto do desemprego na renda e nos custos com a saúde para os sobreviventes. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo multicêntrico, que incluiu pacientes sobreviventes à doença crítica aguda, previamente empregados, que permaneceram mais de 72 horas internados na UTI. Os desfechos foram avaliados por entrevista telefônica no 3o mês após a alta. Fatores relacionados com o não retorno ao trabalho foram avaliados com modelos de Regressão de Poisson. Além disso,os desfechos de variação do gasto em saúde e da renda familiar foram comparados com o teste Chi Quadrado de Pearson. RESULTADOS: Dos 316 sobreviventes empregados previamente à internação na UTI, 193 (61,1%) não retornaram ao trabalho nos 3 meses após a alta da UTI. Na análise multivariada, foram associados ao não retorno ao trabalho: baixo nível educacional [PR 1,39 (IC95% 1,10-1,74); P=0,006], ter um emprego formal [PR 1,32 (IC95% 1,10-1,58%); P=0,003], necessidade de ventilação mecânica [PR 1,20 (IC95% 1,01-1,42); P=0,04] e apresentar dependência física no 3º mês pós-alta [PR 1,27 (IC95% 1,08-1,48); P=0,003]. Houve ainda, redução da renda familiar e aumento dos custos com saúde para a maioria dos sobreviventes (49,7% e 66,9%, respectivamente) que não retornaram ao trabalho e (33,3% e 48,3%, respectivamente) que retornaram ao trabalho. CONCLUSÃO: A maioria dos sobreviventes de doença crítica aguda não retornam ao trabalho até o terceiro mês após a alta da UTI. O baixo nível educacional, bem como vínculo empregatício formal, além da necessidade de suporte ventilatório durante a internação na UTI e a dependência física no terceiro mês pós-alta foram relacionados ao não retorno ao trabalho. Outro aspecto evidenciado foi o fato de que, estes pacientes apresentaram redução da renda familiar e aumento dos custos com saúde neste período.pt-BRAcesso Aberto ImediatoTerapia IntensivaRetorno ao TrabalhoPessoa com IncapacidadeEmpregoRenda[en] Critical Care[en] Return to Work[en] Disabled Persons[en] Employment[en] IncomeRetorno ao trabalho após alta da UTI: uma coorte multicênctricaDissertação