Vítolo, Márcia ReginaCosta, Cíntia dos Santos2017-08-012023-10-092017-08-012023-10-092016https://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/506Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.Introdução: Evidências recentes sugerem que as práticas alimentares do primeiro ano de vida determimam hábitos alimentares da infância, e que estes podem se prolongar até a vida adulta, influenciando condições de saúde a curto e longo prazo. Intervenções precoces com foco na promoção do aleitamento materno e adequada alimentação complementar, dessa forma, apresentam potencial para influenciar condições de saúde durante toda a vida. Objetivo: Avaliar o impacto de visitas domiciliares para orientar mães sobre alimentação no primeiro ano de vida na resistência insulínica de crianças com 8 anos de idade e em parâmetros antropométricos, bioquímicos e dietéticos de adolescentes com 12 anos de idade. Como objetivo secundário, a associação independente entre ganho de peso desde o nascimento e resistência insulínica em escolares foi investigada. Métodos: Ensaio de campo randomizado realizado com mães de crianças que nasceram a termo e com peso ≥2500g entre outubro de 2001 e junho de 2002 em São Leopoldo, RS. Mães do grupo intervenção receberam aconselhamento sobre aleitamento materno e alimentação complementar baseado no Guia Alimentar “Dez passos para alimentação saudável para crianças menores de dois anos”, do Ministério da Saúde. Alunos de graduação em nutrição realizaram o aconselhamento dietético em visitas domiciliares realizadas até o 10o dia de vida, mensais até o 6º mês e bimestrais até o 12º mês de vida das crianças. Entrevistadores coletaram dados sóciodemográficos, antropométricos e dietéticos no nascimento e nas idades de 1, 4, 8 e 12 anos de vida. Aos 8 e 12 anos, foi realizada coleta de sangue venoso para avaliação do perfil glicídico e resistência insulínica em escolares e avaliação de perfil lipídico, glicído e concentrações de PCR e cortisol em adolescentes. Resultados: Das 500 crianças (intervenção n=200; controle n=300) inicialmente recrutadas, avaliaram-se 397 no primeiro ano, 354 aos 4 anos, 315 aos 8 anos e 214 aos 12 anos. Não foi observado impacto da intervenção nas concentrações de glicose e insulina e nos valores do modelo de avaliação da homeostase (HOMA-IR) aos 8 anos de idade. Por outro lado, foi observada associação positiva entre valores de insulina e HOMA-IR aos 8 anos de idade e variação de IMC desde o nascimento. Em adolescentes, não foi observada diferença significativa entre os grupos intervenção e controle no estado nutricional, perfil lipídido e glicído, concentração sérica de PCR e cortisol e no consumo de produtos ultra-processados. Conclusões: Os resultados evidenciam que o ganho de peso acelerado desde o nascimento é preditor de alterações precoces na resistência insulínica em escolares, reforçando a importância de ações de monitoramento da velocidade de ganho de peso desde o nascimento para a prevenção de alterações metabólicas. Por outro lado, não foi observado efeito a longo prazo do aconselhamento dietético realizado durante o primeiro ano de vida das crianças nos níveis de glicose, insulina e HOMA-IR entre escolares e em parâmetos antropométricos, bioquímicos e dietéticos entre adolescentes. Programas de intervenção focados na promoção de hábitos alimentares saudáveis (e no monitoramento da velocidade de ganho de peso) devem iniciar precocemente e os achados deste estudo reforçam a importância da manutenção de ambientes saudáveis até a adolescência, para consolidação dos hábitos adquiridos, como uma das prioridades em programas de saúde pública.pt-BRAcesso Aberto ImediatoEnsaio ClínicoAconselhamentoNutrição da CriançaResistência a MedicamentosInsulinaÍndice de Massa Corporal[en] Clinical Trial[en] Counseling[en] Child Nutrition[en] Drug Resistance[en] Insulin[en] Body Mass IndexImpacto do aconselhamento dietético durante o primeiro ano de vida e desfechos em escolares e adolescentesTese