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[DISSERTAÇÃO] Silva, Patrícia Keitel daTexto integral930,69 kBAdobe PDFView/Open
Title: Aleitamento materno: Relação entre avaliação clínica e auscultação cervical em prematuros
Authors: Silva, Patrícia Keitel da
metadata.dc.contributor.advisor: Cardoso, Maria Cristina de Almeida Freitas
Issue Date: 2017
Keywords: Aleitamento Materno
Prematuro
Avaliação
Auscultação
[en] Breast Feeding
[en] Infant, Premature
[en] Auscultation
Abstract: Introdução: o aleitamento materno é a forma mais natural e segura de alimentar um recém-nascido (RN) prematuro. Essa recomendação tem sido defendida com base nas propriedades imunológicas, no papel na maturação gastrointestinal, no vínculo mãe-bebê e para melhorar o desempenho neurocomportamental do RN. A observação do aleitamento materno tem sido vista como forma de identificar não só as dificuldades maternas, mas também as dificuldades do bebê em sugar e/ou coordenar sucção, respiração e deglutição, e manter-se estável durante a oferta. A auscultação cervical é um método não invasivo, que consiste em ouvir os sons durante a avaliação clínica da fase faríngea da deglutição e sua interação com a respiração e apneia, através de um instrumento de amplificação, sendo o estetoscópio o mais utilizado. Objetivo: associar os dados encontrados na avaliação clínica do aleitamento materno de prematuros, com os sons captados pela auscultação cervical durante esse momento. Método: estudo observacional e transversal. Após a concordância materna em participar do estudo, foram coletadas informações do RN através do prontuário eletrônico, após, avaliou-se o momento do aleitamento materno com o preenchimento do protocolo de observação e avaliação clínica do aleitamento materno idealizado pela World Health Organization, juntamente com o Fundo das Nações Unidas para Infância e, concomitantemente, realizou-se auscultação cervical através de um estetoscópio eletrônico. Os sons foram transferidos através do sistema Bluetooth para uma unidade de computador e analisados através do software DeglutiSom®, gerando dados quantitativos (intensidade, pico de frequência, tempo de deglutição e número de deglutições) e visuais. Os dados coletados foram analisados no programa SPSS versão 21.0. As variáveis quantitativas foram descritas por média e desvio padrão ou mediana e amplitude interquartílica, dependendo da distribuição dos dados. As variáveis categóricas foram descritas por frequências absolutas e relativas. Para avaliar a associação entre as variáveis contínuas e ordinais, os testes da correlação linear de Pearson ou Spearman foram aplicados, respectivamente. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram incluídos 27 prematuros, 55,6% do sexo masculino. A idade gestacional média de 33,3 ± 2,2, a idade gestacional corrigida média de 36,6 ± 1,7. Em relação aos dias de vida os RN apresentaram mediana de 17 (11 – 35). As médias e desvios padrão encontradas para os parâmetros da auscultação cervical foram: pico de frequência 578,7 Hz ± 115,2; intensidade 39,3 dB ± 14,1, números de deglutições de 4,0 ± 1,2 e tempo de deglutição 1,5 segundos ± 0,8. Encontrou-se associação entre um maior tempo de idade gestacional e o tempo de deglutição (r=-0,388; p=0,046), e diminuição da intensidade quanto mais dias o aleitamento materno havia sido iniciado (rs=- 0,404; p=0,037). Não houve associação significativa entre a avaliação clínica do aleitamento materno e os parâmetros acústicos da auscultação cervical durante esse momento (p>0,05). Conclusão: Embora não tenham sido encontradas associações entre os parâmetros da auscultação cervical e a avaliação clínica do aleitamento materno, tem-se que a intensidade dos ruídos da deglutição diminui frente ao maior tempo de liberação do aleitamento e, quanto maior for a idade gestacional menor será o tempo de deglutição.
metadata.dc.description.abstract-en: Introduction: breastfeeding is the most natural and safe way to feed a premature newborn. This recommendation has been defended on the basis of immunological properties, its role in gastrointestinal maturation, formation of the mother-child bond and improvement in neurobehavioral performance. The observation and clinical evaluation of breastfeeding has been seen as a way to identify not only maternal difficulties, but also the difficulties of the infant to suck and/or coordinate sucking, breathing and swallowing, and to remain stable during the offer. This evaluation can be done through the breastfeeding observation protocol, idealized by the World Health Organization (WHO), with the United Nations Children’s Fund (UNICEF). Cervical auscultation is a non-invasive method, which consists of listening to the sounds during clinical evaluation of pharyngeal phase of swallowing and its interaction with breathing and apnea, through an amplification instrument, usually a stethoscope. Objective: to associate the data found in the clinical evaluation with the sounds captured by cervical auscultation during breastfeeding in premature newborn. Methodology: a cross sectional, observational study. After the mother agreed to participated in the study, information from the newborn were collected through the electronic medical record, then, the breastfeeding time was evaluated with the completion of the breastfeeding observation protocol and, at the same time, cervical auscultation was performed through an electronic stethoscope. The sounds were transferred through Bluetooth system to a computer unit and analysed using DeglutiSom® software, generating quantitative (intensity, peak frequency, duration and number of swallows) and visual data. The collected data were analysed in the SPSS program, version 21.0. The quantitative variables were described by mean and standard deviation or median and interquartile range, depending on the data distribution. Categorical variables were described by absolute and relative frequencies. In order to evaluate the association between continuous and ordinal variables, the Pearson or Spearman linear correlation tests were applied, respectively. The adopted level of significance was 5%. Results: Twenty-seven premature were included, 55.6% male. The mean gestational age of 33.3 ± 2.2, and the mean of corrected gestational age 36.6 ± 1.7. Regarding the days of life, prematures presented a median of 17 (11 - 35). The means and standard deviations found for the parameters generated in the cervical auscultation were: peak frequency 578.7 Hz ± 115.2; intensity 39.3 dB ± 14.1, swallowing numbers of 4.0 ± 1.2 and swallowing time 1.5 seconds ± 0.8. There was an association between a gestational age and swallowing time (r = - 0.388, p = 0.046), and intensity and how many days breastfeeding was started (rs = -0,404, p = 0.037).There was no significant association between the clinical evaluation of breastfeeding and the acoustic parameters of cervical auscultation during this time (p> 0.05). Conclusion: Although no association was found between the parameters of cervical auscultation and the clinical evaluation of breastfeeding, the intensity of swallowing sounds decreases in comparison with the longer breastfeeding release time, and the lower the gestational age will be the time of swallowing.
Description: Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
metadata.dc.rights: Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional
metadata.dc.relation.requires: Adobe Reader
metadata.dc.date.date-insert: 2017-11-24
metadata.dc.type: Dissertação
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